Secretário da Agricultura do RS quer políticas para o arroz e a seca

Agronegócio

Secretário da Agricultura do RS quer políticas para o arroz e a seca

"É preciso recuperar o prestígio do Estado em nível nacional", disse Mainardi
Por: -Ana Esteves
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O diálogo constante com foco nos interesses do Rio Grande do Sul será o principal compromisso do secretário de Agricultura, Pecuária e Agronegócio (Seappa), Luiz Fernando Mainardi, que assumiu a pasta nesta segunda-feira(3) no lugar de Gilmar Tieböhl. O incremento de renda do setor arrozeiro e a criação de um plano efetivo de convivência com a estiagem serão temas estratégicos na nova gestão. "É preciso recuperar o prestígio do Estado em nível nacional", disse o secretário.

Para equacionar a renda dos arrozeiros, Mainardi sugeriu a promoção do debate entre brasileiros e vizinhos do Mercosul, reduzindo a competitividade entre eles e buscando um terceiro mercado. O pleito do arroz também será uma das principais bandeiras da Secretaria da Agricultura junto ao governo federal, especialmente no que diz respeito ao escoamento da produção, que neste ano chegará a 9 milhões de toneladas.

Para combater os efeitos da seca sobre os campos gaúchos, Mainardi destacou a necessidade da criação de políticas públicas que permitam o desenvolvimento de um programa de convivência com a estiagem, através de investimentos em infraestrutura. "Não podemos esquecer que de cada cinco anos três são de estiagem. Não é mais possível ficar suscetível às inconstâncias do clima."

Mainardi elogiou as iniciativas do governo Yeda Crusius para o setor de defesa sanitária. Citou como ponto positivo o avanço na informatização, mas lembrou que o Estado é carente em rastreabilidade. "Precisamos ter um maior controle de estoques de gado, com o registro online dos animais. Será prioridade o combate ao abigeato e ao abate clandestino", frisou.

Ao falar sobre o programa Melhor Carne do Mundo - que será desenvolvido pela Seappa - Mainardi disse que o produto em si já existe, restando apenas ampliar a produção de carne bovina gaúcha por meio de melhoria genética, implantação de pasto mais nutritivo e redução do tempo de desfrute. "Nossa intenção é criar uma ação de marketing para a venda da carne que julgamos ser a melhor do mundo", observou.

Sobre a rastreabildiade oficial, que permitirá o incremento da participação brasileira em mercados importantes como o europeu, Mainardi considerou a necessidade de ampliação de renda aos produtores para que eles possam encaminhar o processo de rastreabilidade de acordo com as normas do Sisbov.

Jussara Cony vai trabalhar pelas licenças ambientais

A desburocratização de processos como o de licenciamento ambiental e a reestruturação da Fundação Zoobotânica e da Fundação Estadual de Preservação Ambiental (Fepam) serão alguns dos principais focos de trabalho nos primeiros seis meses de gestão de Jussara Cony à frente da Secretaria de Meio Ambiente do Estado. Em cerimônia de transmissão de cargo realizada nesta segunda-feira (3) no Jardim Botânico, ela assumiu a função anteriormente ocupada por Giancarlo Tusi Pinto. Na ocasião, a nova secretária ressaltou a orientação do governo de Tarso Genro em buscar a sustentabilidade aliada ao desenvolvimento econômico e a intenção de promover o trabalho integrado com outras secretarias.

Também foram estabelecidas como prioridades para o primeiro semestre deste ano a elaboração de um planejamento estratégico de gestão ambiental, com mecanismos de participação e parceria entre municípios, a gestão de recursos hídricos e de resíduos sólidos, a revitalização das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e a criação de diretrizes para a Copa de 2014.

Quanto ao atraso no processo de liberação de licenças ambientais que vem adiando a implantação de novos empreendimentos, como os do Distrito Industrial (DI) de Guaíba, Jussara afirmou que a comissão formada pelo governador Tarso Genro com os empreendedores e com representantes do Estado, da prefeitura de Guaíba e do Ministério Público vem trabalhando para garantir que o processo seja realizado no tempo necessário. "Nos reunimos com as empresas e estamos otimistas, pois todos manifestaram compromisso com esse projeto. Tenho tranquilidade de que conseguiremos cumprir nosso papel com responsabilidade, pois esse é um governo de consensos e acreditamos que não há antagonismo entre crescer economicamente e cuidar do meio ambiente", reforçou.

Criado em março de 2010, o Distrito Industrial está localizado no antigo terreno da Ford e terá sete negócios, sendo seis indústrias e um parque de máquinas. Conforme divulgado no Jornal do Comércio em 22 de dezembro, três empresass cogitavam desistir do projeto devido a dificuldades nas liberações ambientais, que incluem o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do próprio DI, responsabilidade da Fepam. O atraso levaria a Terex Corporation, a Andrita Supply e a International PET a reverem seus planos de instalação no local. Segundo Cony, o local está praticamente pronto e o governo está trabalhando para garantir rapidez no licenciamento da área total e atuará junto à Secretaria do Meio Ambiente de Guaíba para que sejam liberadas em tempo hábil as licenças individuais para cada empreendimento.

Ministro do Desenvolvimento Agrário defende a integração

Ao assumir nesta segunda-feira (3) o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Afonso Florence disse que sua meta é a integração das ações de desenvolvimento e reforma agrária com as políticas de transferência de renda e inclusão social de outros ministérios. Com isso, Florence espera atingir rapidamente os objetivos centrais do governo.

"Combate à pobreza e melhoria da qualidade do povo brasileiro, do povo do campo", citou o ministro durante sua posse em Brasília. Segundo ele, estudos apontam que ainda há 4,9 milhões de pessoas na condição de extrema pobreza na agricultura familiar brasileira.

Eleito deputado federal pelo PT da Bahia, Florence assumiu a pasta no lugar do gaúcho Guilherme Cassel, ministro desde 2006, que de despediu do cargo apresentando um pequeno balanço das realizações do MDA nos últimos oito anos, como o assentamento de aproximadamente 620 mil famílias e a retirada de 4,8 milhões de pessoas do campo da condição de pobreza.

O novo ministro prometeu garantir a manutenção do canal de comunicação com os movimentos sociais organizados e também com o empresariado ligado ao setor. Formado em história pela Universidade Federal da Bahia, Florence é professor da Universidade Católica de Salvador e integra a chamada Democracia Socialista do PT, a mesma de Cassel.

União das cadeias produtivas será prioridade de Wagner Rossi

Uma das prioridades do ministro da Agricultura, Wagner Rossi, em seu segundo mandato à frente da pasta, será integrar as várias cadeias produtivas. Ele cita as do café e do algodão como exemplos de sucesso no País.

"Quando os interesses dos diversos segmentos se contrapõem e não há um consenso para avançar, todo mundo perde. Quando você consegue reunir a cadeia produtiva e estabelecer um jogo de ganha-ganha há um bom negócio", disse.

Rossi colocou ainda na linha de frente o trabalho no Congresso pela aprovação do Código Florestal. O ministro elogia o projeto de alteração proposto pelo deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), já aprovado em comissão, e defende que o texto original seja mantido pelo plenário da Câmara.

A sinalização de um controle maior dos gastos públicos no primeiro ano do governo Dilma Rousseff não preocupa Rossi. "O Ministério da Agricultura sempre teve um orçamento modesto, com exceção dos recursos destinados à política de garantia de preços mínimos, que dependem do desempenho da agricultura no ano", relativizou.
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