Segundo mês consecutivo de queda nos preços rurais
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Agronegócio

Segundo mês consecutivo de queda nos preços rurais

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Pelo segundo mês consecutivo, os preços agrícolas recuaram no estado de São Paulo. Segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão da Secretaria de Agricultura de São Paulo, o Índice de Preços Recebidos (IPR) pelos agricultores paulistas recuou 2,16% em maio. Em abril, o IPR recuou 2,73% e a tendência é de que o movimento descendente permaneça nos próximos meses. "A expectativa é de que o índice caia em junho, mas não será uma queda tão acentuada quanto a observada no mês passado", afirma Nelson Martin, coordenador do IEA.

De acordo com Martin, a queda do índice em maio foi motivada pelo avanço da safra de grãos no Brasil e também pelo recuo do dólar. "Já estamos no pico da colheita da safra de milho e no término da colheita da soja. Isso já é suficiente para dar parâmetros para o mercado e fazer com que os preços caíam", afirma Martin.

Além da colheita da safra, o especialista lembra que a valorização do real frente ao dólar favoreceu a queda dos preços no mercado interno. "Isso acontece principalmente com os produtos que têm o preço formado no mercado internacional, como é o caso da soja, milho e boi gordo".

Os preços dos produtos de origem animal registraram uma queda de 6,58% em maio e foram os principais responsáveis pelo recuo do IPR, que fechou o mês passado em queda de 2,16%. O recuo nos preços das aves (-14,69%) e do boi gordo (-5,86%) foi o que mais pressionou a queda do índice do grupo. "No caso do boi, estamos em plena safra, com uma oferta maior", afirma Martin.

Origem vegetal

Já os produtos de origem vegetal caíram apenas 0,04%, tendo a queda limitada pelo aumento nos preços dos legumes, que subiram 2,79% em maio. A pressão provocada pela queda ocorrida nos preços das frutas (-6,78%) e dos grãos (-10,76%), no entanto, foram superiores a alta dos legumes, forçando o índice do grupo recuar.

Dos 19 produtos pesquisados, treze apresentaram reduções no preço (algodão, banana, café, feijão, laranja, milho, soja, tomate, trigo, aves, boi gordo, ovos e suíno). Os preços do amendoim e do leite permaneceram estáveis, enquanto arroz, batata, cana-de-açúcar e cebola foram reajustados.

Entre janeiro e maio deste ano, a variação acumulada do IPR foi de -0,07%, em comparação com 6,97% do IGP-M e com 5,51% da estimativa para o IPC-Fipe da entidade. Isto indica que os produtores agrícolas reduziram seu poder de troca em 7,04 pontos percentuais em relação ao IGP-M e em 5,58 pontos percentuais frente ao IPC-Fipe. Assim, os preços agrícolas, em 2003, estão crescendo em níveis muito inferiores do que os indicadores de inflação.

Em 2003, nove produtos tiveram aumento nos preços, dos quais, banana, batata, cana-de-açúcar e cebola com alta acumulada superior a 20%. Já algodão, arroz, tomate, leite e ovos tiveram aumentos inferiores a 20%, enquanto dez produtos sofreram redução nos preços.

A variação mensal anualizada do IPR indica crescimento contínuo a partir de setembro de 2002, com o primeiro recuo ocorrendo em maio de 2003, quando atingiu 36%, em comparação com 31,53% do IGP-M e a estimativa de 14,61% do IPC-Fipe. Assim, os preços agrícolas estão ganhando, nos últimos 12 meses, 4,47 pontos percentuais em relação ao IGP-M e 21,39 pontos percentuais comparado ao IPC-Fipe.


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