Sem definições de quebra, soja patina no Brasil

MERCADO FÍSICO

Sem definições de quebra, soja patina no Brasil

“Sabe-se que haverá perdas por seca no Brasil e inundações na Argentina, mas não quanto"
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea, os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a sexta-feira (11.01) com preços da soja subindo 0,21% nos preços médios da soja no interior do país, para R$ 71,11/saca, e reduzindo as perdas do mês para 4,04%. Já nos portos houve queda de 0,45%, para R$ 75,67/saca, devido à soma das quedas de 0,41% no dólar e de 0,75% na cotação da soja na Bolsa de Chicago.

“Durante o dia até houve um comunicado do Depto de Estado Americano de que um alto representante da China irá a Washington para uma reunião e o próprio Trump tuitou dizendo que as negociações estão caminhando bem, mas, de concreto (isto novas compras de soja), nada. Então o mercado ficou novamente desapontado e as cotações caíram”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica Luiz Fernando Pacheco.

De acordo com o especialista, a situação da soja na América do Sul é outra incógnita: “Sabe-se que haverá quebra (por seca no Brasil e inundações na Argentina), mas não se saber exatamente de quanto. Assim como está, esta situação não dá suporte a novas altas dos preços”.

CLIMA

De acordo com mapas climáticos analisados pela AgResource, o fim de semana foi marcado por intensas precipitações sobre o Nordeste da Argentina, sul do Paraná e noroeste do Rio Grande do Sul: “Os totais acumulados nos últimos 3 dias somam entre 40-70mm. No Mato Grosso, centro-sul de Goiás e centro do Tocantins as chuvas também recuperaram os níveis hídricos do solo, com algumas regiões favorecidas que já se encontravam sob cenário de estresse vegetal elevado”.
 
“Contudo, os índices para estas regiões ficaram num raio de 10-30mm acumulados desde a última sexta-feira. Para os próximos 5 dias, o padrão climático se mantém o mesmo, com fortes chances de chuvas torrenciais perdurando sobre o Lado Norte da Argentina, assim como a região Sul do Brasil. No Centro-Oeste brasileiro as precipitações são estimadas entre 15-40mm acumulados no período”, concluem os analistas.


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