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Semeadura de canola atrasada aguardando melhorias climáticas

Na safra anterior de 2023, o Estado cultivou 77.418 hectares de canola


Foto: Pixabay

A continuidade da semeadura de canola no Rio Grande do Sul enfrenta desafios, conforme relatado no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (20/06) pela Emater/RS-Ascar. A necessidade de um período adicional para a conclusão da semeadura se deve às chuvas de maio, que coincidiram com o período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), dificultando a implantação. Em resposta à demanda de produtores e da indústria, o Ministério da Agricultura prorrogou o prazo de plantio até 30 de junho, conforme a Portaria SPA/MAPA Nº 237, de 10/06/2024. Essa prorrogação permite que os plantios realizados durante o período estendido sejam financiados e cobertos por seguros agrícolas.

Na safra anterior de 2023, o Estado cultivou 77.418 hectares de canola, com uma produtividade de 1.474 kg/ha, segundo o IBGE. A Emater/RS-Ascar está prestes a divulgar a intenção de plantio para 2024, com estimativas preliminares indicando um aumento significativo na área cultivada em comparação ao ano anterior.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a semeadura estava atrasada, mas ainda dentro do período recomendado. As boas condições de umidade do solo nas últimas semanas permitiram a conclusão da operação. Produtores estão focados no controle de plantas daninhas, especialmente as de folhas largas, e na aplicação de adubação nitrogenada.

Na região de Ijuí, a semeadura está quase concluída, abrangendo mais de 95% da área planejada. A maior parte foi finalizada até 10 de junho, conforme recomendado pelo ZARC. As lavouras semeadas no final de abril estão agora no estágio de formação dos brotos laterais e crescimento da haste principal, com algumas já iniciando a floração.

Em Santa Maria, a estimativa inicial de plantio indica um aumento na área cultivada em comparação à safra anterior. Esse crescimento é impulsionado pelo estímulo das cooperativas, preços satisfatórios e menores custos de implantação em relação ao trigo, além de um ciclo de crescimento mais rápido. Entre Tupanciretã e Capão do Cipó, a área de cultivo deve alcançar 17 mil hectares, com mais de 80% já implantados.

Na região de Santa Rosa, o clima ensolarado e seco, aliado à umidade adequada do solo, permitiu a intensificação do plantio dentro do período recomendado pelo ZARC, com cerca de 95% da área prevista já semeada. Em termos de desenvolvimento, 95% das lavouras estão na fase vegetativa e 4% iniciaram o florescimento. As lavouras semeadas no início do período de plantio enfrentaram problemas de germinação devido ao excesso de chuvas, resultando em menor densidade populacional, o que poderia comprometer o potencial produtivo. No entanto, as melhorias nas condições ambientais recentes ajudaram essas lavouras a se recuperarem, mostrando bom crescimento e desenvolvimento com a adubação nitrogenada. As lavouras implantadas em junho estão apresentando boa germinação e desenvolvimento inicial, indicando um potencial produtivo promissor.

Na comercialização, a cotação média na região de Ijuí foi de R$ 105,80 por saca de 60 quilos, enquanto na região de Santa Rosa foi de R$ 112,30 por saca.

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