Sêmen refrigerado e uso de embriões in vitro são discutidos em Dinapec

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Sêmen refrigerado e uso de embriões in vitro são discutidos em Dinapec

Embrapa Pantanal irá discutir tecnologias para o aprimoramento da pecuária em uma das maiores planícies alagadas do planeta durante a Dinapec
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Na próxima semana, a Embrapa Pantanal irá discutir tecnologias para o aprimoramento da pecuária em uma das maiores planícies alagadas do planeta durante a Dinapec 2019, que acontece de 20 a 22 de fevereiro na Embrapa Gado de Corte em Campo Grande (MS). No estande do arranjo + Precoce, a pesquisadora Juliana Borges irá abordar o uso do sêmen refrigerado e seus benefícios na inseminação artificial bovina por meio de uma demonstração do procedimento de montagem do aplicador de IA com o sêmen congelado/descongelado e refrigerado. O pesquisador Ériklis Nogueira também irá participar discutindo o uso de embriões in vitro (FIV) para a produção de bezerros de corte de alto mérito genético.

Em relação ao uso do sêmen refrigerado, Juliana esclarece que a maior diferença é o fato de não ser necessário descongelar o material para utilizá-lo. “O que a gente vai fazer é demonstrar como tirar o material da caixa do refrigerado e montar o aplicador”, descreve. “Como vamos ter o congelado e o descongelado disponíveis, vamos avaliar motilidade e vigor do material na hora da demonstração”. Segundo a pesquisadora, os participantes poderão analisar a qualidade do sêmen refrigerado em 24, 48 e 72 horas após a coleta. Ela afirma que a tecnologia pode ser de interesse para estudantes, técnicos, médicos veterinários e produtores rurais.

“Para o estudante é importante para que ele conheça a biotécnicas; para os profissionais, vale a pena saber como a biotécnica é executada e, no caso do produtor, é possível tirar dúvidas e discutir se seria possível aplicá-la na sua fazenda”. Para Juliana, a utilização do sêmen refrigerado na inseminação artificial bovina é simples e eficiente, mas ainda é pouco difundida. “Por isso é importante saber como realizar um bom manuseio, porque ele é responsável por gerar maiores índices de prenhez”.

Ela ressalta que o uso desse material é promissor por representar uma alternativa produtiva para diferentes públicos – desde os produtores de touros melhoradores até veterinários interessados em agregar valor aos serviços prestados na inseminação artificial em tempo fixo (IATF). “A consideração é que o sêmen deve ser coletado de touros de genética melhoradora comprovada, de forma a aumentar tanto a prenhez quanto a produtividade do rebanho”.

O outro tema, abordado por Ériklis Nogueira, discute recomendações técnicas voltadas à produção de bezerros melhorados. Entre os métodos estão a produção in vitro (PIV) de embriões e a inseminação artificial em tempo fixo (IATF). “Para aprimorar as taxas de prenhez, a IATF e a PIV foram aplicadas desde 2015”, conta Ériklis. Os embriões foram produzidos utilizando sêmen sexado de touros Angus com alto mérito genético e ovócitos de vacas Nelore.

Embora o uso dos embriões tenha atingido taxas menores (aproximadamente 40%) que a IATF (aproximadamente 50%), o pesquisador afirma que a biotécnica produziu mais machos em função do uso do sêmen sexado, ou seja: 90% das crias geradas por meio dos embriões eram machos; na IATF, como foram utilizados os mesmos touros com sêmen convencional, cerca de metade das crias eram machos. “Produzir mais machos pode ser interessante no caso dos novilhos precoces, já que machos possuem maior valor agregado no mercado em relação às fêmeas”, finaliza.


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