Semiárido recebe incentivos para expandir cultura do sorgo

Agronegócio

Semiárido recebe incentivos para expandir cultura do sorgo

O objetivo, segundo a Embrapa, é otimizar as ações de transferência de tecnologia e assistência técnica
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A cultura do sorgo, notadamente mais tolerante a altas temperaturas e mais eficiente na absorção de água e nutrientes do solo se comparado ao milho, vem recebendo estímulos na região Semiárida brasileira. No entanto, o plantio do sorgo equivale a pouco mais de 5,5% da área cultivada com o milho, índice que, segundo engenheiros agrônomos da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), comprovam o desconhecimento da cultura por parte da maioria dos agricultores.


Até então o milho é uma das principais culturas utilizadas na região, mesmo sendo uma atividade de alto risco motivada pela irregularidade hídrica, o que acarreta sucessivas frustrações de safra. “A situação exige culturas que possam suportar melhor as deficiências do ambiente. Neste contexto, o sorgo é uma excelente opção e nosso objetivo é otimizar as ações de transferência de tecnologia e assistência técnica”, explica o engenheiro agrônomo Marco Aurélio Noce.

Noce coordena um projeto para tentar introduzir e estimular a cultura do sorgo na região, cuja proposta é validar cultivares e práticas culturais adequadas, além do desenvolvimento de ações de transferência de tecnologia em pontos pré-selecionados do Semiárido nordestino. Estes pontos, explica o agrônomo, são representativos das condições regionais dos agricultores familiares e de onde os conhecimentos transmitidos serão irradiados para as demais regiões.


Desenvolvido desde 2009, todas as ações são executadas em parceria com as empresas locais de pesquisa e assistência técnica, cujos profissionais vem recebendo treinamento com o objetivo de disseminar esse conhecimento em suas regiões de atuação. “Pretendemos inserir de forma gradual, mas em caráter definitivo, o sorgo nas regiões abrangidas pelo projeto como excelente alternativa para a geração de renda aos agricultores familiares”, pondera Noce.

Até o momento, o projeto já foi apresentado a técnicos da extensão rural e líderes das comunidades dos estados da Bahia, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe. Nove unidades de referência técnica, uma espécie de plantações-modelo, já foram implantadas, além da realização de diversos eventos com o objetivo de transferir as tecnologias. “Com estas ações, pretendemos oferecer condições de atender às demandas por grãos na região Nordeste, que vem aumentando a cada ano em função do aumento dos rebanhos bovino, suíno e, principalmente, do rebanho avícola, incrementado pela instalação de frigoríficos”, comenta Marco Aurélio.

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