Seminário Ambiental – 1º dia

Agronegócio

Seminário Ambiental – 1º dia

Este ano, o tema escolhido para o  ciclo de palestras e debates é “Resíduos, Fertilização e Bioenergia: boas práticas no meio rural”.
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Este ano, o tema escolhido para o  ciclo de palestras e debates é “Resíduos, Fertilização e Bioenergia: boas práticas no meio rural”. O encontro termina esta sexta, 17.
 
Durante a abertura, o presidente do Sistema FAEMG, Roberto Simões, destacou que os resíduos sólidos precisam ser trabalhados de forma a deixarem de ser problemas e tornando-se soluções, com geração de renda para os produtores e contribuição ambiental: “O Sistema FAEMG e suas entidades têm buscado atuar em conexão com diretrizes macro internacionais que dizem respeito ao grande projeto humano de sustentabilidade. É o objetivo deste seminário e de tantos outros projetos, programas, cursos e treinamentos que temos realizado. Nosso foco hoje precisa ser, cada vez mais, a produção com sustentabilidade em relação a suas três faces, ambiental, econômica, social”.
 
Neste primeiro dia de evento, foram três palestras e um debate, com alternativas para produção de bioenergia e apresentações de casos de sucesso em diferentes cadeias produtivas do agronegócio.
 
PALESTRA 1 – Uso de efluentes na agricultura.
 
“A partir do momento em que se começa a encarar resíduos e atividades humanas como potenciais insumos; ou seja, participantes do processo produtivo, você passa a dar soluções muito mais simples para a questão ambiental. As águas residuais - objeto em foco nessa palestra -, geradas na agroindústria e mesmo nas atividades urbanas, como na criação de animais, por exemplo, são ricas em matéria orgânica e em nutrientes. E lugar de nutrientes é no solo, permitindo o desenvolvimento de culturas agrícolas. 
 
O solo é excelente meio para depurar resíduos e transformá-los em minerais, que as plantas aproveitam e produzem alimentos. Na quantidade certa, como se fosse um adubo, as águas residuais são muito bem-vindas; você deixa de poluir rios e passa a fertilizar solo. Essa é a lógica que precisamos implementar: o que é resíduo passa a ser nutriente pro solo, e aí o alimento gerado é de alta qualidade, o ar ambiente e o solo se tornam de alta qualidade, a água é de alta qualidade. 
 
O produtor precisa buscar orientação, principalmente para definir doses de aplicação. Todo remédio, acima de quantidades recomendadas, torna-se veneno. Também os fertilizantes, adubos ou resíduos, quando acima das quantidades recomendadas, causam problemas para a cultura e para o ambiente”.
 
PALESTRA 2 - Transformação de resíduos em bioenergia
 
“A proposta da Embrapa para esse tema resíduos é trazer alternativas, apresentar possibilidades, os prós e os contras de se utilizar resíduos da atividade agrícola e pecuária como é o caso dos dejetos de suínos e aves, que é nosso foco de trabalho. E a partir disso, como gerar mais renda para o produtor, e dar um destino adequado para esses resíduos. Apontamos os principais problemas com relação ao uso, a viabilidade econômica de se aplicar e em que situações esses projetos podem ser interessantes para o produtor, bem como quais os principais gargalos envolvidos.
 
O principal ponto de erro é um projeto não bem elaborado. O primeiro passo para o produtor decidir se deve colocar em sua propriedade um projeto como um biodigestor, por exemplo,  é ter um bom projeto, com uma consultoria capacitada. É preciso um profissional que realmente entenda do assunto para avaliar as variáveis, elaborar o projeto, implantar e principalmente acompanhar seu desenvolvimento. Isso porque, caso ele cometa erros, o sistema pode se tornar inviável ao produtor. A assistência técnica é o principal ponto.
 
PALESTRA 3 - Caso de sucesso: suinocultura

Apresentamos a experiência prática dos sistemas que implantamos numa granja de suinocultura em Conselheiro Lafaiete, com todo o aprendizado que tivemos desde o início, erros e acertos. Temos hoje como resultado um produto de tratamento.  Temos o tratamento do resíduo sólido orgânico, que é produzido na granja; o efluente, que agora é utilizado como adubo fertilizante e, principalmente, temos hoje outro importante produto que é o aproveitamento do gás. Esse gás, que provem da degradação da matéria orgânica das fezes dos suínos, é capturado através de um biodigestor, gerando energia para abastecer toda a granja. Nesta propriedade, em especial, a conta de energia elétrica ficava em torno de 14 mil reais, e hoje paga-se apenas a taxa mínima de consumo. 
 
Somando todos os processos, mostramos aqui o que se deixa de gastar, fazendo um comparativo que mostra, de forma didática, quantos suínos ele estaria gastando ou “queimando”, se ele não aproveitar esses subprodutos do tratamento. A suinocultura tem que estar integrada a outras atividades agrícolas e pecuárias. 

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