Seminário de Olivicultura acontece no fim de semana em Encruzilhada do Sul
CME MILHO (DEZ/20) US$ 3,782 (-0,26%)
| Dólar (compra) R$ 5,38 (2,78%)

Imagem: Pixabay

OLIVICULTURA

Seminário de Olivicultura acontece no fim de semana em Encruzilhada do Sul

A Emater/RS-Ascar será uma das entidades participantes do seminário
Por:
573 acessos

A Emater/RS-Ascar será uma das entidades participantes do Seminário de Olivicultura e Arena de Conhecimento OliveTalks de Encruzilhada do Sul, que acontece no próximo sábado (18/07), e realizado de forma online, devido à pandemia causada pelo coronavírus. No evento, o extensionista rural Agropecuário Vivairo Zago irá apresentar um panorama geral da olivicultura no município. Interessados podem acompanhar a programação que ocorre durante todo o dia pelo Facebook, na página da Associação de Fruticultores de Encruzilhada do Sul (Afrutes).

Segundo o extensionista, Encruzilhada do Sul está localizada em uma das áreas apontadas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) com maior potencial climático e condições favoráveis para o cultivo de oliveiras. O município registra boa incidência solar, temperaturas amenas, além de áreas disponíveis para o plantio, destaca.

Atualmente são cultivados no município mil hectares com a fruta, em 27 granjas. Contudo, boa parte ainda não está em produção. Grande parte dos pomares está localizada em grandes e médias propriedades rurais. Muitos profissionais liberais e empresários investiram na compra de terras para o cultivo de olivais, ressalta. Outra característica é a assistência técnica que em sua maior parte é realizada por empresas particulares e até mesmo assessorias de outros países. Aqui no Brasil essa é uma cultura nova, ainda há muito que se aprender sobre ela. Contudo, vale ressaltar que a Emater atua em algumas dessas propriedades, no acompanhamento e assessoramento técnico da produção, frisa Zago.

Para a produção do azeite, existe em Encruzilhada do Sul um lagar (local onde é realizado o processamento da oliva e extraído o azeite em um processo a frio) em funcionamento, um em construção e um terceiro ainda a ser construído, sendo este projetado com recursos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e deve ser utilizado de forma comunitária pelos produtores.

Gargalos, potencialidades e desafios

Algumas dificuldades já foram identificadas por técnicos e produtores na produção de oliva. Entre eles constam problemas de implantação nos pomares que resulta em deficiência nutricional e doenças de algumas plantas, mão-de-obra não qualificada para a atividade e alternância na produção (um ano produz, outro não), além de problemas fitossanitários (pragas e doenças) e poucos produtos recomendados pelo Mapa para o manejo. Por outro lado, há também pomares em produção e com bom potencial produtivo, destaca Zago.

Entre os potenciais para o desenvolvimento da cultura destaca-se a área expressiva destinada ao cultivo da fruta no município, sendo a maior no Rio Grande do Sul, grande investimento em produção de matéria-prima e agroindústrias para a produção de azeite. As condições de clima e solo são as mais propícias para a cultura no Estado, embora seja necessário fazer algumas intervenções para dar melhores condições ao desenvolvimento das oliveiras, analisa.

Quanto aos desafios da cultura, o extensionista frisa que quanto ao clima não há o que mudar, mas pode-se instalar irrigação para reduzir os riscos com as estiagens. Além disso, Zago cita que o vento pode causar injúrias às flores e doenças fúngicas, amenizadas com instalações de quebra ventos. No que diz respeito ao solo, inúmeras práticas que podem ser realizadas visando ao bom desempenho produtivo da cultura, observa.

Outra ação que produtores e técnicos precisam estar atentos é a capacitação da mão-de-obra operante. Isso é positivo para o produtor, que irá ter pessoas especializadas para o manejo dos pomares, garantindo a qualidade do produto, e também para o empregado, que se sentirá valorizado, ressalta o extensionista, ao citar ainda o desafio de entender melhor a cultura para propiciar uma produção regular e criar uma marca local e regional e inseri-la no mercado.

Espaço para crescimento

No Brasil, a maior parte do azeite consumido é importada. Segundo o extensionista, a produção local representa apenas 2% do volume consumido no país, sendo a maior produção nos estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Para estimular a produção, foi criado em 2015 o Programa Estadual de Desenvolvimento da Olivicultura (Pró-Oliva). Sob a gestão da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), por meio da Câmara Setorial das Oliveiras, e executado pela Emater/RS-Ascar, o Programa visa fomentar, apoiar os produtores e consolidar a olivicultura. Entre as ações estão previstas a defesa sanitária e produção de mudas de qualidade, o aumento da produção e produtividade dos olivais, assistência técnica e pesquisa, industrialização de azeites e conservas e crédito por meio de linhas de financiamentos. Também existe o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), que objetiva viabilizar a cultura da oliveira no Brasil.


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink