Senador recua de veto a embaixador para o Brasil

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Senador recua de veto a embaixador para o Brasil

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O senador republicano Charles Grassley, de Iowa, retirou ontem suas objeções à escolha do diplomata Thomas Shannon para embaixador dos EUA no Brasil, um dia após a Casa Branca ter afirmado que não pretende mudar as tarifas que o país impõe à importação do álcool brasileiro. Shannon havia se manifestado recentemente a favor da remoção da tarifa.

Membro da influente bancada ruralista norte-americana, Grassley ameaçara no mínimo atrasar a confirmação de Shannon no Congresso dos EUA devido à controvérsia. Iowa é um importante produtor de milho, de onde vem boa parte do álcool produzido nos EUA, e os fazendeiros locais dependem de subsídios federais.

O senador mudou de ideia depois de receber carta da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e do secretário especial de Comércio Exterior, Ron Kirk, assegurando que não há mudança à vista.

Hoje, os EUA cobram US$ 0,54 por galão (cerca de R$ 0,27 por litro) de álcool importado.
"Fico satisfeito por o governo ter deixado claro tão rapidamente que o presidente apoia a manutenção da tarifa de US$ 0,54 por galão para o álcool importado", disse o senador,que também faz parte da Comissão de Finanças do Senado.

Recuo estratégico

Durante a campanha eleitoral do ano passado, em busca de votos no chamado "cinturão do milho", o presidente Barack Obama dissera ser contra a queda da tarifa. Com a ação de Grassley, a Casa Branca emitiu comunicado discreto anteontem à noite afirmando que "o governo Obama está comprometido a desenvolver a indústria doméstica de biocombustíveis e a ajudar o mercado internacional de biocombustíveis".

O texto diz também que, "quanto à tarifa dos EUA sobre o álcool brasileiro, o governo não tem planos de mudá-la".
Thomas Shannon é atualmente o número um do Departamento de Estado para a América Latina. Em sabatina no Congresso, ele disse que a remoção da tarifa sobre o álcool brasileiro seria benéfica.
Sem a objeção de Grassley, a expectativa agora é que seu nome seja confirmado para a Embaixada dos EUA no Brasil antes do recesso do Congresso, que deve começar no próximo dia 7 de agosto. Sua nomeação poderá abrir caminho para a confirmação de outro nome: o de Arturo Valenzuela, que deve substituir Shannon no Departamento de Estado.
Para isso, porém, Valenzuela terá de resolver outra controvérsia. Senadores republicanos ameaçam a votação de seu nome em resposta à reação da Casa Branca ao golpe em Honduras. Washington exige a volta do presidente deposto Manuel Zelaya, enquanto alguns republicanos defendem o golpe.
Com agências internacionais


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