Senar Goiás intensifica treinamentos para evitar queimadas e prejuízos em áreas agrícolas
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Imagem: Pixabay
MEIO AMBIENTE

Senar Goiás intensifica treinamentos para evitar queimadas e prejuízos em áreas agrícolas

Nesse período do ano, por causa do tempo seco, aumenta o risco de incêndios e queimadas no campo
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Nesse período do ano, por causa do tempo seco, aumenta o risco de incêndios e queimadas no campo. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Goiás, nos seis primeiros meses deste ano já foram registrados 2.502 focos de incêndio em vegetação no Estado. Em 2020, foram contabilizados 10.311. Uma das propriedades que já sofreu com o fogo fica na região de Turvânia e é gerenciada por Onério Silverio de Morais.

 “O fogo foi na plantação de milho. Ela fica bem às margens da estrada. Tivemos que ser muito rápidos para conseguir controlar. Agora, já fizemos um aceiro grande com arado para prevenir outros. A gente sabe que, de agora para frente, o risco de pegar fogo só aumenta.  Em 2019 tivemos um grande incêndio entre a palhada de milho e a reserva. Foi um prejuízo muito grande. O dono da fazenda comprou soprador, dois caminhões pipa e abafadores profissionais. Mas a gente sabe que isso tem um alto custo e não são todos os produtores que conseguem investir”, explica. 

Apesar de ter acesso aos equipamentos, Onério e mais dois funcionários da fazenda fizeram o treinamento Manejo Integrado de Fogo em Áreas Agrícolas, realizado pelo Senar Goiás, em parceria com o Sindicato Rural de Nazário. “Conhecimento nunca é demais e a gente não sabe tudo. Aprendemos formas mais simples e eficientes e com técnicas que todos podem adotar e sem gastar muito dinheiro. O abafador feito com bambu e câmara de ar é muito prático e com certeza vai ser um socorro para muita gente”, informa.

Instrutor do Senar Goiás e responsável pelo treinamento, Luiz Berquó diz que aborda na capacitação temas como fogo e seus impactos, equipe de combate a incêndio, queimadas e incêndios agrossilvipastoril, manejo integrado de fogo, legislação aplicada ao fogo, comportamento do fogo, combate a incêndios e equipamentos e ferramentas de combate e prevenção. “Neste último item é ensinado a confecção dos abafadores. O material de um abafador profissional custa, em média R$ 144. Esse que nós ensinamos pode ter apenas o custo das abraçadeiras, caso a pessoa já tenha a câmara de ar em casa e o bambu.  É ecológico, usa material reciclado, é mais leve e principalmente muito eficiente. Através do Senar Goiás também fazemos uma grande conscientização para evitar queimadas em pasto e explicamos como usar o fogo, quando necessário, de maneira controlada”, explica Berquó. 

O mobilizador do Senar Goiás, Welligton Fernandes, diz que os produtores estão mais abertos a entender que lidar com o fogo não pode ser mais como antigamente e que os impactos podem trazer prejuízos graves. “Cada vez temos uma seca mais intensa e que começa mais cedo. Então exige prevenção, atenção e, se necessário for, fazer uma queimada controlada. Para isso, precisa ter a autorização dos bombeiros e conhecimento de técnicas corretas de contrafogo. Até um aceiro, que é uma coisa básica, pode ser feito de forma mais eficiente com as orientações do nosso treinamento”, destaca. 

Mais capacitação

Ainda nesse contexto de prevenção e controle de incêndios, o Senar Goiás oferece o treinamento de Prevenção e Combate a Incêndios na Cana-de-Açúcar. Todas as estratégias se somam às ações do Corpo de Bombeiros na Operação Cerrado Vivo. A parceria começou em 2011. A Operação é composta por duas fases. A primeira é a de prevenção e preparação, que começa todo mês de janeiro e termina em junho. Já a segunda, que vai de julho a dezembro, é a fase de resposta, quando há emprego de reforço operacional para o combate dos focos de incêndio em todo Estado de Goiás.

“A parceria do Senar Goiás com o Corpo de Bombeiros tem contribuído de maneira decisiva para que a gente possa minimizar os impactos dos incêndios florestais durante a Operação Cerrado Vivo. Isso melhora a conscientização dos produtores rurais. Os treinamentos ajudam a combater princípios de incêndio ou retardar o avanço do fogo até que as nossas equipes cheguem. Essa parceria é uma troca. Entramos treinando instrutores na construção de abafadores e alguns de nossos militares também fizeram o curso de drone oferecido pelo Senar Goiás. Nós contamos com o monitoramento aéreo por meio de drones dos parques estaduais. Em 2020, os aparelhos passaram a transmitir imagens em tempo real”, relata o Tenente Ailton Pinheiro de Araújo do Corpo de Bombeiros. 

O superintendente do Senar Goiás, Dirceu Borges, destaca que a parceria tem o objetivo de capacitar os produtores rurais para que consigam prevenir ou identificar os focos de incêndio ainda no início e evitar a propagação para áreas maiores. "Nós temos presenciado uma união cada vez maior desses produtores. Quando um incêndio é iniciado, rapidamente eles se comunicam através de grupos de WhatsApp e se juntam para ajudar a combater. Por isso, é importante que cada vez mais gente esteja preparada para fazer esse trabalho com segurança e de forma bem sucedida. Essa nossa parceria com o corpo de bombeiros, a cada ano, contribui mais com isso”, destaca.

Saiba mais sobre os cursos:

https://sistemafaeg.com.br/senar/cursos-e-treinamentos/agricultura/manejo-integrado-de-fogo-em-reas-agr-colas

https://sistemafaeg.com.br/senar/cursos-e-treinamentos/agricultura/prevencao-e-combate-a-incendios-na-cana-de-acucar


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