Serviço pesa no bolso do caminhoneiro

Agronegócio

Serviço pesa no bolso do caminhoneiro

"O serviço é importante, mas você precisa conhecer a pessoa e ter confiança"
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O serviço do chapa reduz o lucro do caminhoneiro, mas muitos ainda consideram importante a atividade. O caminheiro Pedro Rodrigo Garcia Oliveira, de 32 anos, está na estrada há 16 anos puxando carga para o Sudeste e Centro-Oeste, usa o serviço dos chapas, principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro. "Tem lugares que você precisa deles, principalmente para levar até o local de descarga. Também há algumas empresas, como supermercado grande, que você tem que levar o chapa para te ajudar na descarga", contou.

Mas custa caro. "Dependendo do lugar eles estão cobrando uns R$ 150 só para levar", comentou, dizendo que tem recorrido a outro profissional. "Se for só para levar tenho usado os moto-taxistas", explicou Oliveira.

Quando precisa utilizar o serviço, Oliveira opta por contratar os chapas conhecidos. "Eu costumo ligar aqui de Londrina e já combinar com a pessoa. O serviço deles é importante, mas você precisa conhecer a pessoa e ter confiança. É uma parceria entre o motorista e o chapa".
Mesmo em tempos de GPS e aplicativos como o Waze, muitos caminhoneiros não confiam nas informações. "Esses aplicativos te mostram o caminho, mas não dizem se tem fio elétrico, se a rua é estreita, a altura dos viadutos. Se você entrar errado numa rua dessas a coisa pode ficar complicada", comentou.

Já o caminhoeiro Marcelo Enrique da Silva, de 41 anos, prefere usar o GPS do caminhão. A preocupação dele é com a segurança. "No Rio de Janeiro, por exemplo, você não sabe se aqueles caras são ajudantes ou ladrões. Fico preocupado. Sem falar, que eles cobram muito caro", disse. A carga toda paletizada também dispensa a ajuda na hora de descarregar o caminhão. "A empilhadeira faz todo o trabalho".

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Londrina, Carlos Roberto Delarosa, os caminhoneiros costumam usar muito o serviço de chapas no Nordeste do país. "Aqui na nossa região a carga é mais fracionada, mas lá no Nordeste tem que pegar um chapa de lá", disse.

O serviço tem pesado no bolso. "Tem acontecido do motorista mesmo ajudar a descarregar a carga para tentar economizar. Porque com os custos dos pedágios, gastos da viagem, manutenção do caminhão não tem sobrado nada", afirmou Delarosa.
Para ele, o correto seria as empresas que vão receber a carga terem profissionais para fazer a descarga. Em média, o caminhoneiro gasta em torno de R$ 20 por tonelada para descarregamento. (A.M.P.)


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