Setor alerta para efeitos de regulação do etanol

Agronegócio

Setor alerta para efeitos de regulação do etanol

O setor sucroalcooleiro reclama da falta de políticas de incentivo à produção
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Na tentativa de conter a disparada nos preços do etanol nos postos de todo o país, o governo federal anunciou na última semana que está estudando medidas para estimular a produção do combustível e assim baratear o valor para o consumidor final. Entre as alternativas estão o aumento da taxação para exportação do açúcar – concorrente direto do etanol no processamento de cana-de-açúcar – e a redução da mistura de etanol hidratado à gasolina – que atualmente é de 25%. O setor sucroalcooleiro reclama da falta de políticas de incentivo à produção e que é preciso discutir o assunto olhando para todos os envolvidos na cadeia, sem deixar de atender ao mercado nacional e internacional.


“Se essa medida (redução da mistura à gasolina) for levada adiante, em nada irá beneficiar o Brasil ou a sociedade. Precisamos de uma política que traga segurança ao produtor, consumidor e governo”, defende José Adriano Dias, superintendente da Associação dos Produtores de Bionergia do Paraná (Alcopar).


Com relação ao aumento das taxas de exportação de açúcar, o setor sucroalcooleiro faz um alerta. “Se isso ocorrer , talvez vá na contramão, tirando o incentivo do setor para construir novas usinas”, comenta Bernardo Biagi, presidente das usinas Batatais e Lins (SP). Ele lembra que o setor sucroalcooleiro teve cerca de 30 meses de prejuízo, entre 2007 e meados de 2009, e que a fase de lucros é dos últimos 18 meses. Para ele, incentivar novas unidades industriais passa, necessariamente, por preço remunerador.


O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou ainda que o governo pode transferir a responsabilidade de regulação do etanol do Ministério da Agricultura (Mapa) para a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Para Arnaldo Corrêa, gestor de risco da Archer Consulting, de São Paulo, fazer o controle dos preços dos combustíveis internamente inibe a produção. “O que falta ao Brasil é planejamento da política de combustível”, enfatiza o especialista.

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