Setor de máquinas aposta em melhoria nas vendas

Agronegócio

Setor de máquinas aposta em melhoria nas vendas

De olho na recuperação, a expectativa é que 2007 seja o ano de investimentos
Por: -Talita Ormond
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As empresas que comercializam máquinas e implementos agrícolas admitem que têm se esforçado para incentivar os produtores ao consumo destes produtos, já que as expectativas são positivas quanto à rentabilidade referente à safra 06/07. A sócia-proprietária do Mercadão Agrícola, Fátima Ferreira Chaves, aponta que a expectativa de venda para 2007 é recuperar em 75% as vendas realizadas em 2004, ano considerado promissor nas negociações.

Segundo Fátima, os dois últimos anos não supriram nem 35% da vendas realizadas em 2004. A empresária revelou que o final deste ano já foi constatado um percentual mais significativo na procura por máquinas e implementos agrícolas. Por trabalhar com diversas frentes e marcas, a assistência técnica tem se apresentado como porta de entrada na aquisição de novos clientes.

O trabalho de apoio e entendimento junto ao produtor, segundo Fátima, tem se mostrado um ponto favorável aos comerciantes de maquinários. “Estamos mostrando para o agricultor que todos tiveram perdas e torcemos pela recuperação do setor”, disse.

Uma alternativa nessa conquista é a demonstrações de novos produtos junto aos produtores rurais, levando o maquinário nas fazendas, buscando integrar os produtores às novas tecnologias. “Dessa forma, o agricultor pode comparar e avaliar a qualidade do produto”, afirmou.

Aqueles que não se interessarem em financiar integralmente novas peças, os donos das empresas apelam para troca de mercadorias, pegando dois ou três maquinários usados por um novo equipamento. Fátima trabalha com o índice de 20% de defasagem do maquinário por ano de uso.

No caso dos produtores ainda sem crédito bancário, a sócia-proprietária lamenta a impossibilidade de negócios. “Nesse caso, o produtor está de mãos atadas”, analisou. Os consumidores desse período, explica Fátima, são produtores que têm arrendado terras na produção de soja e usufruem das máquinas que já têm posse e investem em maquinários complementares, mesmo que usados.

Ela ressaltou que o mercado está ciente que 2007 será o ano da recuperação de crédito dos produtores junto aos bancos e as financiadoras, para que 2008 se transforme no ano dos investimentos maciços, como em 2004. “Ano que vem o agricultor vai colocar suas contas em dia”, disse.

O cancelamento da Agrishow Cerrado 2007, inclusive, não será um empecilho nas vendas dos maquinários, uma vez que os produtores que buscam novas tecnologias prestigiam a Agrishow Ribeirão Preto, evento que as empresas de máquinas e implementos também participam. Em 2005, a Agrishow Cerrado, segundo Fátima, não obteve comercialização significativa registrando queda de 70% nas vendas.

O sócio-proprietário da Guimasa, Dorivaldo Oliveira do Carmo, conhecido como Zeca, também aposta em 2007 como o ano da recuperação das vendas e 2008 como consolidação do mercado. Esse ano, segundo ele, o único segmento que atingiu as expectativas de vendas foi o setor de peças que apresentou vendas 10% inferior que o ano passado. “Pensávamos que seria pior”, afirmou. Os maquinários tiveram uma queda de 80% nas vendas em relação a 2004. Segundo Zeca, a alternativa na reativação do mercado é a troca de máquinas usadas por novas garantindo rotatividade nas tecnologias e de mercado.

A John Deere já apresenta um realinhamento de preços atrelada ao dólar, proporcionando condições de financiamento atrativas para o próximo ano. A nova tabela foi reajustada em função da estimativa em superávit da próxima safra.

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