Setor mandioqueiro lamenta veto à adição de amido na farinha de trigo
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Agronegócio

Setor mandioqueiro lamenta veto à adição de amido na farinha de trigo

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O veto do presidente Lula ao projeto que prevê a adição de no mínimo 10% de farinha de mandioca à farinha de trigo destinada à indústria de panificação frustrou as expectativas de produtores e empresários do setor. Aprovada por unanimidade pelo Congresso, a iniciativa divide opiniões entre os dois setores industriais: mandioca e trigo.

A proposta, alicerçada em estudos da Embrapa, previa que os moinhos que aceitassem realizar a mistura receberiam incentivo fiscal. Além disso, os defensores da lei afirmam que seria uma forma de impulsionar o mercado da farinha de mandioca e reduzir o risco de desabastecimento de trigo, produto que o Brasil importa em grande escala.

“A gente estava animado porque criou-se uma expectativa com essa lei, mas com esse veto voltamos à estaca zero”, comenta o produtor de mandioca de Araruna, Augusto Bonamin. Ele ressalta que o preço da mandioca já caiu de R$ 175,00 a tonelada para R$ 160,00. Bonamim, que também produz soja e milho, diz que ainda está compensando plantar mandioca, que é entregue na indústria do próprio município. “Já faz 15 anos que estou nesse ramo e já teve época pior”, analisa.

O gerente comercial da Farinha Pinduca, de Araruna, Cezar Fernando Paggi, ressalta que setor estava reivindincando que houvesse maior comprometimento para a obrigatoriedade dessa mistura pelo menos nos produtos comprados pelo governo. “Hoje é autorizado, mas não obrigatório”, lembra, ao acrescentar que a medida reduziria a importação de trigo. “Seria uma forma de incentivar a produção nacional de mandioca”, argumenta Paggi.

Com três unidades de esmagamento de mandioca (Araruna, Cianorte e Planaltina), a Pinduca industrializa a mandioca em forma de farinha, amido in natura e polvilho. A maioria dos fornecedores são pequenos produtores. Atualmente a mandioca está no período de entressafra, já que o plantio é feito entre agosto e setembro.


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