Setor sucroenergético pede urgência ao governo para evitar colapso
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Imagem: Arquivo Agrolink
COVID-19

Setor sucroenergético pede urgência ao governo para evitar colapso

São 370 usinas e destilarias, 70 mil fornecedores de cana-de-açúcar, num total de 2,3 milhões de empregos diretos e indiretos que estão sob ameaça iminente
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Entidades representativas da cadeia sucroenergética de todo o país enviaram no dia 14 um documento-manifesto ao Presidente Jair Bolsonaro em que relatam os impactos da crise da COVID-19 para o setor, agravados pelos baixos preços internacionais do petróleo. Somente as ações do governo federal, se implementadas imediatamente, evitarão o colapso do setor nas próximas semanas. 

O etanol, um dos produtos mais impactados pela crise, tem sido vendido abaixo de seu valor de custo e, se isso continuar, usinas serão obrigadas a interromper a safra que mal começou, com efeitos impensáveis para uma cadeia que envolve produtores de cana, fornecedores de máquinas e insumos, cooperativas e colaboradores em mais de 1200 cidades brasileiras. São 370 usinas e destilarias, 70 mil fornecedores de cana-de-açúcar, num total de 2,3 milhões de empregos diretos e indiretos que estão sob ameaça iminente.

“Previmos uma safra de mais de 600 milhões de toneladas que, se não puder ser colhida, trará a destruição do setor, pondo milhões de famílias em todo o Brasil em situação de desespero. O setor já viveu isso quando governos anteriores quase aniquilaram essa cadeia. A diferença agora é que o Governo Federal, com quem temos conversado nas últimas semanas, conhece o problema e demonstra sensibilidade para buscar as soluções. Nosso apelo é para que as medidas sejam implementadas urgentemente, sob pena de não dar mais tempo”, afirma o presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Evandro Gussi.

Entre as medidas emergenciais que, se adotadas em conjunto, permitirão a sobrevivência do setor estão a) a instituição de um programa de warrantagem (uso de produto como garantia em empréstimo), b) a isenção temporária da carga tributária federal aplicada ao etanol hidratado - PIS/COFINS, e c) a restituição da competitividade do etanol, também temporariamente, via incremento da CIDE.

Assinam a carta a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), o Fórum Nacional Sucroenergético (FNS), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (ORPLANA), o Arranjo Produtivo Local do Álcool (APLA), a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado São Paulo (FEQUIMFAR), a Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (FEPLANA), a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação do Estado de São Paulo (FETIASP) e a União Nordestina dos Produtores de Cana (UNIDA). 


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