Sistema de previsão de podridão floral indica momentos críticos para aplicações direcionadas e assertivas

Previsão

Sistema de previsão de podridão floral indica momentos críticos para aplicações direcionadas e assertivas

Em 2019, está prevista a inclusão de uma estação meteorológica em Monte Azul Paulista.
Por:
31 acessos

Em 2016, o Fundecitrus disponibilizou aos citricultores o Sistema online de previsão de podridão floral que, com base em dados de temperatura e molhamento obtidos de estações meteorológicas, informa os riscos de ocorrência da doença e indica a necessidade de pulverização. Os alertas são enviados via e-mail. “Em anos de pouca chuva, o uso do sistema pode contribuir para a redução do número de pulverizações. Em anos chuvosos, como 2018, que oferecem condições mais favoráveis à doença, as aplicações e reaplicações para o controle da podridão floral são direcionadas para os momentos corretos”, explica o pesquisador do Fundecitrus Geraldo José Silva Junior, um dos responsáveis pelo programa, que foi desenvolvido em parceria com a Esalq/USP e a Universidade da Flórida.

Para o citricultor Murilo Andrade Lavrado, de Monte Azul Paulista (SP), problemas com podridão floral sempre foram recorrentes, uma vez que parte de seu pomar fica em uma região de baixada, que é bastante úmida. Ele cultiva laranja Pera, uma das variedades mais suscetíveis à doença devido às múltiplas floradas. O último grande prejuízo em sua propriedade ocorreu em janeiro de 2017.

Desde março desse ano, ele utiliza o Sistema online de previsão de podridão floral para controlar a doença em sua fazenda. Como ainda não há estações meteorológicas em Monte Azul Paulista, Lavrado usa como referência os dados das estações localizadas nos municípios mais próximos, Onda Verde e Matão, que ficam há cerca de 100 km. “Todos os dias, pela manhã, recebo as informações e os alertas do sistema e consigo me programar e tomar a decisão necessária”, conta. “Com o programa me sinto mais seguro, ele funciona e a economia é real. Antes eu não tinha nenhum indicativo e acabava pulverizando sem necessidade. Esse ano foi possível reduzir as pulverizações em torno de 70%”, declara.

Em 2019, está prevista a inclusão de uma estação meteorológica em Monte Azul Paulista.

A podridão floral ocorre com maior frequência no sudoeste paulista, que tem temperaturas amenas, chuvas frequentes e grande quantidade de orvalho durante as floradas, o que faz com que as plantas permaneçam molhadas por longos períodos. Nessa região, em Santa Cruz do Rio Pardo, está a sede da Agroterenas Citrus, que considera a podridão floral, em relação a pragas e doenças, o maior problema enfrentado. “O ano mais crítico foi 2009, mas todos os anos a doença ocorre e nós temos grande preocupação com ela”, revela o supervisor de Planejamento e Pesquisa, Márcio Augusto Soares.

A Agroterenas tem uma estação meteorológica digital e utiliza o Sistema de previsão de podridão floral há dois anos. “O programa possibilita o acompanhamento das condições climáticas e das horas de molhamento, bem como o cruzamento dessas informações com o potencial de germinação dos esporos para avaliar o risco de ocorrência da doença”, diz Soares. “Com base nessas informações, conseguimos direcionar as aplicações para os talhões mais críticos e com histórico da doença, a fim de protegê-los prioritariamente. Com o uso do programa, o controle da doença tornou-se mais assertivo”, afirma

Em 2016, o Fundecitrus disponibilizou aos citricultores o Sistema online de previsão de podridão floral que, com base em dados de temperatura e molhamento obtidos de estações meteorológicas, informa os riscos de ocorrência da doença e indica a necessidade de pulverização. Os alertas são enviados via e-mail. “Em anos de pouca chuva, o uso do sistema pode contribuir para a redução do número de pulverizações. Em anos chuvosos, como 2018, que oferecem condições mais favoráveis à doença, as aplicações e reaplicações para o controle da podridão floral são direcionadas para os momentos corretos”, explica o pesquisador do Fundecitrus Geraldo José Silva Junior, um dos responsáveis pelo programa, que foi desenvolvido em parceria com a Esalq/USP e a Universidade da Flórida.

Para o citricultor Murilo Andrade Lavrado, de Monte Azul Paulista (SP), problemas com podridão floral sempre foram recorrentes, uma vez que parte de seu pomar fica em uma região de baixada, que é bastante úmida. Ele cultiva laranja Pera, uma das variedades mais suscetíveis à doença devido às múltiplas floradas. O último grande prejuízo em sua propriedade ocorreu em janeiro de 2017.

Desde março desse ano, ele utiliza o Sistema online de previsão de podridão floral para controlar a doença em sua fazenda. Como ainda não há estações meteorológicas em Monte Azul Paulista, Lavrado usa como referência os dados das estações localizadas nos municípios mais próximos, Onda Verde e Matão, que ficam há cerca de 100 km. “Todos os dias, pela manhã, recebo as informações e os alertas do sistema e consigo me programar e tomar a decisão necessária”, conta. “Com o programa me sinto mais seguro, ele funciona e a economia é real. Antes eu não tinha nenhum indicativo e acabava pulverizando sem necessidade. Esse ano foi possível reduzir as pulverizações em torno de 70%”, declara.

Em 2019, está prevista a inclusão de uma estação meteorológica em Monte Azul Paulista.

A podridão floral ocorre com maior frequência no sudoeste paulista, que tem temperaturas amenas, chuvas frequentes e grande quantidade de orvalho durante as floradas, o que faz com que as plantas permaneçam molhadas por longos períodos. Nessa região, em Santa Cruz do Rio Pardo, está a sede da Agroterenas Citrus, que considera a podridão floral, em relação a pragas e doenças, o maior problema enfrentado. “O ano mais crítico foi 2009, mas todos os anos a doença ocorre e nós temos grande preocupação com ela”, revela o supervisor de Planejamento e Pesquisa, Márcio Augusto Soares.

A Agroterenas tem uma estação meteorológica digital e utiliza o Sistema de previsão de podridão floral há dois anos. “O programa possibilita o acompanhamento das condições climáticas e das horas de molhamento, bem como o cruzamento dessas informações com o potencial de germinação dos esporos para avaliar o risco de ocorrência da doença”, diz Soares. “Com base nessas informações, conseguimos direcionar as aplicações para os talhões mais críticos e com histórico da doença, a fim de protegê-los prioritariamente. Com o uso do programa, o controle da doença tornou-se mais assertivo”, afirma


Atenção: Para comentar esse conteúdo é necessário ser cadastrado, faça seu cadastro gratuíto.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink