Sistemas integrados oferecem alta produtividade e sustentabilidade

Agronegócio

Sistemas integrados oferecem alta produtividade e sustentabilidade

Ao utilizar o sistema, produtor não fica refém só de uma atividade
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A utilização de sistemas integrados de produção, explorando diversas atividades agropecuárias em uma mesma área, além de aumentar a produtividade, também assegura sustentabilidade e diversifica a matriz econômica da propriedade.

"Ao utilizar o sistema de produção integrado o produtor não fica refém só de uma atividade. Por exemplo, se a soja está em baixas cotações, o gado pode ser ou a floresta podem ser alternativas para compensar o caixa da empresa rural", afirma o pesquisador da Fundação MS, Alex Melotto.


Além da renda, os Sistemas de Integração também otimizam o uso da área na propriedade, possibilitando que está seja melhor utilizada, e agrega grandes melhorias para o solo como no caso dos consórcios que incluem a pastagem e, conseqüente matéria orgânica.

A Integração Lavoura-Pastagem (implanta-se milho + capins após a colheita da soja, colhe-se o milho e usa-se o pasto) mantém a estabilidade físico-química do solo, aumentando as taxas de matéria orgânica, e permite a semeadura da soja em sistema de plantio direto (SPD).


Reduz o risco de erosão e aumenta a capacidade de retenção hídrica do solo, além de permitir que o produtor integre, também, o gado no sistema já que neste tipo de consórcio, pode-se adicionar forrageiras de alto valor nutricional como a Brachiaria ruziziensis, Panicum maximum cv. Mombaça e Brachiaria brizantha cv. Piatã.

Segundo dados da Fundação MS, a soja em sistema de plantio direto apresenta valores de até 15 sacas a mais por hectare em relação à soja em plantio convencional. "O consórcio também fornece plantas mais altas, vagens mais pesadas e em maior quantidade, o que explica a maior produtividade", diz Melotto.


Além dos contribuir diretamente com a renda da empresa rural, os sistemas de integração são fundamentais nos projetos de sequestro de carbono do Plano ABC. Segundo avaliações da Fundação MS, em um solo argiloso, a sucessão soja/milho safrinha com capins, acumulou em média 1,6 tonelada de CO2 por hectare ao ano, após sete safras.

O município de Maracaju é o mais avançado no uso de Integração nas propriedades no Estado. Estima-se que cerca de 60% da área agrícola da região adota algum sistema de integração, geralmente os que são ligados ao consórcio lavoura-pecuária.

(*Com informações da Fundação MS)

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