Sobram sementes nas cooperativas

Agronegócio

Sobram sementes nas cooperativas

Houve redução de 30% na venda de sementes de trigo desta safra no norte e oeste do PR
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O superintendente da Cooperativa Integrada, Jorge Hashimoto, revela que na área de atuação da cooperativa - Norte e Oeste do Estado - houve uma redução de 30% na venda de sementes de trigo nesta safra, em relação à anterior. ''As sementes que sobraram estão sendo vendidas como trigo para a indústria'', relata. Para ele, a explicação para a redução é simples: os agricultores buscam a atividade que é mais rentável e que traz mais segurança. ''O maior problema é a comercialização. O trigo não tem liquidez, o que deixa os produtores bastante preocupados'', alega.


Hashimoto ressalta que, apesar dos preços do milho estarem em patamares mais favoráveis, o plantio do trigo é importante para manter a rotação de culturas. ''O trigo é muito importante para a Integrada. No frio, o trigo é mais adequado e menos arriscado do que o milho'', avalia. Segundo ele, é necessária uma política mais firme na questão da comercialização para mostrar ao triticultor que é possível fazer parte do negócio.

Em relação às expectativas para a próxima safra de inverno, Hashimoto acredita que o mercado pode se aquecer devido à redução da produção. ''Com os problemas climáticos nas principais áreas produtores de trigo dos Estados Unidos e da Europa e a redução de áreas no Brasil, o mercado interno e internacional pode se aquecer e os preços podem melhorar no ano que vem'', comenta.


Em contraposição, no Noroeste e Centro-Sul do Paraná e Norte de Santa Catarina - regiões de atuação da Coamo Agroindustrial Cooperativa - a redução do plantio de trigo foi de apenas 2,1% em relação à safra anterior. ''A nossa região é tradicional em plantar trigo, por isso a redução foi menor. Além disso, a área já vinha diminuindo lentamente nos anos anteriores, por isso o número não foi tão alto nesta safra'', analisa o supervisor da gerência técnica da Coamo, Luiz Carlos de Castro.

Segundo ele, além da dificuldade de comercialização do trigo e dos bons preços do milho safrinha, a diminuição de área no Paraná se deve também a nova classificação do trigo, que foi adiada para 2012, e deixou dúvidas no setor. Para Castro, a tendência é a estabilização da área plantada com trigo no Estado. ''Acredito que a tendência agora é estabilizar. Mas se a comercialização piorar, a área pode reduzir'', avalia.

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