Soja, milho, arroz, feijão, girassol e algodão: MT produzirá até 5,2% mais

Agronegócio

Soja, milho, arroz, feijão, girassol e algodão: MT produzirá até 5,2% mais

Produção de grãos chegará 50,19 milhões de toneladas na safra 2014/15
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A produção de soja, milho, arroz, feijão, girassol e algodão em Mato Grosso alcançará 50,199 milhões de toneladas na safra 2014/2015. Esse é o volume máximo estimado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 1º prognóstico da atual safra. A previsão mínima é que sejam colhidas 49,070 milhões (t) de grãos. Em qualquer dos cenários haverá incremento na produção quando comparado aos volumes obtidos na safra 2013/2014, com índices positivos e variáveis entre o mínimo de 2,9% ao máximo de 5,2%.

No último ciclo produtivo, foram colhidas 47,702 milhões (t) no Estado. Atualmente Mato Grosso responde por 25% da produção de grãos do país, que também poderá crescer 3,2% na atual safra e totalizar 201,645 milhões de toneladas, acréscimo de 3,2% sobre as 195,467 milhões (t) colhidas na safra 2013/2014. Na projeção nacional, não foi descartado pela Conab um ligeiro decréscimo nos volumes obtidos na safra atual, que poderá ser 0,7% menor que o ciclo 2013/2014.

Se confirmada a redução na oferta de grãos no país, ela será influenciada pela diminuição da produção agrícola na região Sul, 2ª maior produtora nacional, com volume estimado em 28,878 milhões (t) para o atual ano safra. No ciclo imediatamente anterior, o Sul do país garantiu 29,292 milhões (t) de grãos. Dentre as 5 regiões brasileiras, o Centro-Oeste lidera na produção agrícola, com 45,253 milhões de toneladas e participação de 41% no volume total projetado para a safra 2014/2015. No 1º Levantamento de Safra 2014/2015, os analistas da Conab observam que o Brasil deverá responder por 40% do crescimento na oferta de alimentos do mundo, conforme apontado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), sendo que da região Centro-Oeste “virá grande parte desse incremento”.

Essa expansão do agronegócio na região é possível por causa da concentração de áreas de pastagens degradadas, sem os riscos de que esse incremento venha acompanhado por um descontrole ambiental, registram os analistas. “Hoje a agricultura está mais concentrada no Centro -Oeste, mas antes o Sul respondia pelo maior volume da produção nacional”, acrescenta o supervisor de Pesquisas Agropecuárias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de Mato Grosso (IBGE) em Mato Grosso, Pedro Nessi Snizek Júnior.

Na opinião do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Seneri Paludo, apesar da possibilidade deste 1º levantamento sofrer alterações nos índices de produtividade nos próximos meses devido as influências climáticas, os números contribuem para balizar o setor privado.

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