Soja, milho e algodão: adoção de biotecnologia avança em Minas

Agronegócio

Soja, milho e algodão: adoção de biotecnologia avança em Minas

Uso de sementes geneticamente modificadas será 4,36% maior na safra 2014/2015, atingindo 91,7% da área plantada
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A área cultivada com sementes geneticamente modificadas de soja, milho e algodão em Minas Gerais deve chegar a 2,39 milhões de hectares na safra 2014/15, que começa a ser plantada em outubro. A área destinada à biotecnologia está 4,36% superior à da safra passada e deve representar 91,7% do espaço total dedicado à safra atual, calculado em 2,61 milhões de hectares. O aumento da adoção de sementes resistentes se deve ao maior potencial produtivo, uma vez que as mesmas possuem tolerância às principais pragas que acometem as culturas. Os dados são do 1º Acompanhamento da Adoção de Biotecnologia Agrícola no Brasil, safra 2014/15, elaborado pela consultoria Céleres Agronegócio.

Para o analista Céleres Jorge Eduardo Attie Hubaide, a tendência é que a adoção das sementes se mantenha em alta, isso pela maior produtividade e a redução dos custos de produção proporcionados pelos grãos modificados.

"Devido aos ganhos de produtividade, o agricultor, a cada safra, tem substituído sementes menos tecnificadas, como as que possuem apenas um gene, seja ele de resistência a insetos ou tolerância a herbicidas, pela dupla resistência, o que normalmente impulsiona a produtividade. A redução dos custos também é outro fator que estimula a adoção da tecnologia, já que o avanço das sementes reduz a necessidade de muitas aplicações de defensivos agrícolas, facilitando o manejo", explicou.

Da área plantada total do Estado, as sementes resistentes a herbicidas (RH) serão as mais adotadas, respondendo por 41,3% do espaço, em seguida veio os eventos de tecnologia combinada (RI/RH) com 36,3% e tolerante a insetos (RI) com 14,1%. A adoção de sementes com dupla aptidão cresceu em relação à safra passada, quando o índice de uso representava 20,2% do espaço total.

Ainda segundo Attie, para que os produtores continuem a registrar resultados positivos com as sementes transgênicas é necessário que se invistam na área de refúgio. Os investimentos das empresas em dias de campos e em palestras que alertam sobre a importância do refúgio também precisam ser ampliados.

"O respeito à área de refúgio é fundamental para preservar a tecnologia embarcada nas sementes, que geralmente demanda cerca de dez anos para ser desenvolvida. Com poucos anos de uso, já estamos registrando casos de ineficiência dessas sementes, o que é causado pela falta de um espaço cultivado com sementes diferentes das utilizadas em maior escala. Por enquanto, o plantio da área de refúgio é uma recomendação, mas a tendência é que nos próximos anos se torne obrigatória, já que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CNTbio) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão fazendo uma regulamentação de uso", disse.

Soja - De acordo com dados da Céleres, em Minas Gerais, da área total de soja, que será de 1,38 milhão de hectares, 93,7% serão cultivadas com sementes transgênicas, o que representa 1,29 milhão de hectares. Na safra passada o espaço cultivado com transgênicos era de 1,19 milhão de hectares, incremento de 8,4%.

As sementes tolerantes somente a herbicidas (TH) responderão por 74,4% da área. A soja combinada - resistente a insetos e tolerante a herbicidas RI/TH -, que entrará no segundo ano de adoção comercial, representará 19,2% da área total semeada com a cultura.

Ainda segundo Attie, a tendência é que a adoção da soja combinada aumente nos próximos anos, já que os resultados finais da safra 2013/14 foram um controle efetivo das lagartas e alta produtividade.

Transgênicos estarão em 90,3% da área do milho

No caso do milho verão, a estimativa da Céleres Agronegócio é que a adoção de sementes transgênicas alcance 90,3% da área total, que será de 1,02 milhão de hectares. Na safra passada o uso de sementes modificadas representava 89,1% do espaço total de milho verão. Ao todo serão semeados com exemplares diferenciados 920 mil hectares, espaço 5,5% menor que os 970 mil hectares cultivados anteriormente.

A redução na área, se deve aos preços baixos pagos pelo milho ao longo de 2013, o que incentivou a migração de produtores para a soja.

Das sementes de milho adotadas na primeira safra 2014/15, 58,3% serão tolerantes a herbicida e a insetos, 28,6% serão resistentes somente a insetos e 3,4% somente a herbicidas.

Algodão - No Estado, a área ocupada com algodão transgênico responderá por 65,2% do espaço total, que foi estimado em 20 mil hectares. A tecnologia mais utilizada será a resistente a insetos, que responde por 35,8%, seguida pelas sementes tolerantes a herbicidas, 15,2% e pelas de tecnologia combinada, 14,3%. Segundo a Céleres, no caso do algodão, os números da safra mineira serão revistos, já que o plantio acontecerá a partir de fevereiro ou março de 2015.
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