Soja, o grão mais valorizado

Agronegócio

Soja, o grão mais valorizado

Cenário mundial favorece cotações da oleaginosa e compensa perdas causadas pela estiagem no Estado
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Considerada uma espécie de "ouro verde" nas regiões norte e noroeste do Rio Grande do Sul, a soja é o único dos principais produtos agrícolas que está rendendo lucro aos produtores. Somente a oleaginosa aumentou de preço, na comparação entre maio de 2008 e maio de 2009. Trigo, milho e arroz sofreram desvalorização de mais de 20%.

O cenário mundial é o mesmo para todos. A explicação para a alta da soja está na queda da produção do grão no mundo.

Conforme o analista de mercado Antônio Sartori, da Brasoja, com a seca no sul da América do Sul foram produzidas 20 milhões de toneladas a menos em comparação com o ano passado. Os estoques da oleaginosa na América do Norte também interferem no preço.

– Os estoques norte-americanos no final do ano agrícola deles são muito baixos. Além disso, lá o clima está muito úmido, com plantio atrasado. Agregando tudo isso à quebra de safra no sul da América do Sul, se tem um mercado explosivo – explica Sartori.

Mesmo com a desvalorização do dólar, o preço da soja se manteve. Isso porque a alta em Chicago causou uma compensação, conforme o coordenador da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Argemiro Luís Brum. Comparando maio de 2008 com maio de 2009, o grão teve uma aumento de preço em reais de 9%.

– A soja é o único desses produtos que teve ganhos em relação ao ano passado. Os outros tiveram perdas de 20% a 30% no preço – diz o analista.

Enquanto os produtores de soja aproveitam o preço e negociavam o grão (cerca de 60% da produção já foi comercializada no Estado), a venda de trigo está parada. A situação do cereal é uma das mais críticas. Isso ocorre justamente em razão do trigo enfrentar uma situação contrária à da soja: os estoques mundiais estão cheios.

Porém, a relação dos preços pode se inverter após agosto. De acordo com o diretor de produção da Safras & Mercado, Flávio Roberto de França Junior, a partir de setembro, com a nova safra dos Estados Unidos, a tendência é que o preço da soja caia. E o do trigo e milho aumente, em razão da diminuição dos estoques.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a safra de soja gaúcha é de 7,9 milhões de toneladas, 1,8% acima da registrada no ano passado.


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