Agronegócio

Soja 13/14: Indicadores são negativos em MT

Hectares semeados têm menor cobertura desde ciclo 2010/11
Por: -Marianna Peres
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Hectares semeados têm menor cobertura desde ciclo 2010/11 e o custo rompe a série histórica do Iria

O plantio da safra 2013/14 de soja, em Mato Grosso, está atrasado e é o mais alto da história local, confirmou neste domingo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu Boletim Semanal, divulgado neste domingo e que valida todas as últimas informações sobre a cultura trazidas pelo Diário nos últimos meses.


Conforme o Imea, o custo efetivo total de produção nesta safra, e que já está definido, teve um aumento de 23,03% em relação ao ciclo anterior, sendo a maior elevação anual desde o início do acompanhamento do custo pelo Imea. Desta forma o produtor mato-grossense tem como custo total da lavoura de soja na média de R$ 2.347,47 por hectares (ha).

Os insumos tiveram uma elevação de 23,15%, puxados principalmente pelo aumento do preço da semente em 41,22%, os defensivos e fertilizantes não ficaram muito para trás, com 22,13% e 20,11%, respectivamente. “E é com esse custo recorde que os produtores estão iniciando a semeadura, porém, com pouca chuva. A semeadura segue em marcha lenta, com evolução semanal de apenas 0,6 pontos percentuais (p.p.), totalizando 1,4% da área”, apontam os analistas responsáveis pelo Boletim.


O volume de cobertura do solo, se comparado com igual momento da safra passada, se mostra atrasado em 7,14 p.p., visto que, nesta mesma semana no ano passado já tinham sido semeados 8,6% da área total. “Se fizermos um comparativo em área total semeada, nesta safra até o momento, foram plantados 113 mil ha, no ano passado já haviam sido semeados mais de 670 mil hectares, e a menor área semeada foi na safra 2010/11 quando neste mesmo período tinha sido cultivados 96,2 mil hectares. Esse atraso pode dificultar a segunda safra de algodão e milho”, alerta a publicação.

A região do médio norte é a mais atrasada em relação à safra passada, com 12,5 p.p., semeando apenas 1,3% da área total. A região oeste é a mais adiantada com 4,8% da área já semeada.

COTAÇÕES - A semana que passou não foi muito favorável para os preços futuros internos de Mato Grosso. A desvalorização da soja na Bolsa de Chicago, de 1,5%, devido aos dados de estoques finais dos Estados Unidos, junto com a baixa do dólar em 2,1%, fez com que o preço futuro para entrega em fevereiro tivesse um recuo semanal de 3,1% na média de Mato Grosso.


A saca na cidade de Lucas do Rio Verde teve um recuo de 4,4% e fechou a semana cotada a R$ 43/saca. Já a praça de Sapezal recuou 2,1% e fechou a semana com R$ 45,53/saca. Rondonópolis fechou a semana com R$ 48,67/saca. “O mercado fica à espera dos dados da próxima semana do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, sigla em inglês) com esperança de mais cortes na safra norte-americana, para que o preço interno volte a reagir e o produtor tenha preços mais atrativos para comercializar seu produto”.
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