Soja reage e sobe forte em Chicago

ANÁLISE AGROLINK

Soja reage e sobe forte em Chicago

Quebra do “paradigma especulativo” estabelecido desde o início da Guerra Comercial
Por: -Leonardo Gottems
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O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (14.05) alta de 29,00 pontos no contrato de Julho/19, fechando em US$ 8,315 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com valorizações entre 26,75 e 29,00 pontos.

Os principais contratos futuros dispararam no mercado norte-americano de soja, com a retomada do diálogo com a China e atrasos nos plantios impulsionando fortemente as cotações. “Após as perdas vertiginosas do início da semana, os mercados internacionais realizaram uma alta praticamente generalizada. Os anúncios de Trump sobre a continuação do diálogo com a China e as intenções de retomarem as negociações trouxeram um encorajamento positivo. Além disso, os grãos encontraram apoio especial nos fortes atrasos registrados no plantio nos EUA”, aponta o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, 

De acordo com a ARC Mercosul, os operadores do mercado em Chicago trouxeram a tentativa da quebra do “paradigma especulativo” estabelecido desde o início da Guerra Comercial: “Em março de 2018, quando iniciaram os assuntos sobre o conflito tarifário que estava para começar, o mercado mundial de commodities agrícola se tornou extremamente reativo a qualquer novidade fundada sobre o embate entre EUA e China. Após longos meses de ameaças, boatos e tentativas de negociações, a CBOT chegou em um patamar que a manutenção desta retórica entre Trump e Jinping já se tornou um fator ‘precificado’”. 

“A sessão de hoje mostrou que a especulação está disposta a colocar outras variáveis na equação de formação de preços, a qual agora é focada na safra estadunidense. Os números atualizados ontem para o pogresso de plantio da soja e milho por aqui trouxe sérias preocupações, principalmente no cereal, que atinge apenas 30% de toda área cultivada, sendo o pior ritmo desde 2013, e o terceiro pior da história”, concluem os analistas da ARC Mercosul.


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