Soja segue em alta forte nos EUA
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ANÁLISE AGROLINK

Soja segue em alta forte nos EUA

Milho lidera movimento de alta e arrasta demais commodities agrícolas na especulação
Por: -Leonardo Gottems

O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quinta-feira (13.06) alta de 10,00 pontos no contrato de Julho/19, fechando em US$ 8,88 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com valorizações entre 9,75 e 10,00 pontos.

Os principais contratos futuros seguem em alta no mercado norte-americano de soja, com os futuros do milho liderando o movimento de alta nos Estados Unidos. De acordo com a ARC Mercosul, as demais commodities agrícolas acabaram sendo arrastadas pela especulação.

“As ofertas do mercado físico no Cinturão Agrícola estão sendo alavancadas, uma vez que consumidores de grãos precisam adicionar garantias de compras para cobrir a necessidade de uso (cobertura). Além do mais, plantas de etanol de milho nos Estados Unidos tem apresentado ofertas de trava mesmo com os maiores patamares de preços do cereal dos últimos 3 anos”, comentam os analistas. 

Segundo a ARC mercosul, a janela ideal do plantio do milho já se fechou há 10-15 dias, na maioria do Meio-Oeste americano: “Mesmo aqueles produtores que decidiram por tomar o risco de semear fora do período adequado, tem sofrido com péssimas condições de germinação. O lado comprador teme a escassez de oferta do cereal neste ano safra. O cenário para o mercado de milho no Brasil é semelhante, com demanda sendo maior do que a própria oferta”.

As atualizações climáticas de hoje trazem poucas variações das leituras anteriores. Uma corrente de ar frio impulsiona a oferta de chuvas sobre o Cinturão Agrícola norte-americano. A ARC já estima que a adesão ao seguro de Prevenção de Plantio no leste do Cinturão deverá ser um recorde sem precedentes: “Entretanto, ainda há regiões com condições propícias ao plantio da soja, onde o clima durante o início de julho que definirá a qualidade na formação de estande. Em outras palavras, ainda é prematuro matar a safra da oleaginosa estadunidense, que possui um potencial de produção robusta, diferentemente do milho no país”.


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