Soja segue parada no mercado brasileiro

MERCADO FÍSICO

Soja segue parada no mercado brasileiro

Preços estão muito abaixo do que os vendedores querem, de modo que há um grande desencontro
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea, os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a terça-feira (11.12) com os preços nos portos brasileiros avançando 0,05%, para R$ 81,43 a saca. Já no mercado interno os preços recuaram 0,30%, para 75,69%. Com isto, o mês de dezembro apresenta queda nos portos de 1,63% e no mercado interno de 2,76% até o momento.

“De um modo geral, os preços estão muito abaixo do que os vendedores querem, de modo que há um grande desencontro entre o que é oferecido pelos compradores e a expectativa dos vendedores. Mas, nesta terça-feira houve uma inversão em relação ao dia anterior, com a alta de 0,05% o dólar e de 0,58% em Chicago e o prêmio de março inalterado (todos os outros recuaram, mas março é o mais visado no momento)”, aponta o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco. 

O Terceiro Levantamento da Safra de 2018/19, divulgado nesta terça-feira pela Conab, registrou que a safra de soja deste período, no Brasil deverá ser de 120,06 MT, cerca de 0,7% a mais do que a safra anterior (para o USDA vai ser ainda maior, de 122,0MT). “Por si só, já é um ponto negativo para os preços, apesar do aumento da demanda prevista”, comenta.

“Esta demanda, porém, está em cheque no momento, com a disputa EUA-China e poderá se converter em pesadelo se os dois países fizerem as pazes, porque poderá sobrar soja no Brasil, como sobrou nos EUA na temporada anterior. Mas, o que está realmente fazendo os preços caírem em nosso país é a previsão de estoques maiores para todo o complexo, mais altos do que os do ano passado: os estoques de soja deverão ser, segundo a Conab 17,02% maiores, os de farelo 89,92% maiores e os de óleo 11,42% maiores do que os do ano passado. Então, pela lógica, os preços não deverão ser tão altos como os do ano passado. Com estoques assim tão elevados, você se preocuparia em subir o preço de compra?”, questiona Pacheco.


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