Soja sobe mais do que o esperado no MT

Agronegócio

Soja sobe mais do que o esperado no MT

O preço médio em MT em junho fica cerca de 75% do valor cobrado no Paranaguá
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A produção agrícola pode ser comparada a um jogo de futebol: entre seus dois tempos, definidos pela safra do Hemisfério Norte e a do Hemisfério Sul, os jogadores ajustam sua tática em busca do melhor resultado. Nesse intervalo, quem está ganhando busca a melhor estratégia para garantir ou até mesmo melhorar o resultado, enquanto quem está perdendo procura caminhos para a virada.

Pois na temporada 2006/07, que termina no hemisfério sul por volta de setembro, os produtores do Mato Grosso chegam ao fim do segundo tempo com um placar mais favorável do que o inicialmente esperado por analistas e indústrias. Os preços pagos pela soja, que normalmente se descolam das cotações internacionais após o fim da colheita, atingiram nesse Estado cotações mais altas que o normal.

Renato Sayeg, analista da Tetras Corretora, observa que o preço médio praticado em Mato Grosso em junho fica em torno de 75% do valor cobrado no porto de Paranaguá (onde a cotação é definida pelo preço de Chicago menos o frete marítimo). Em 2006, por exemplo, a saca de soja nesse período saía a R$ 22,50 em Rondonópolis - 75,5% do preço em Paranaguá, de R$ 29,80. Em 2005, a relação era semelhante. Neste ano, a relação chegou a 85%. A saca no município saiu essa semana a R$ 28,60, contra R$ 33,50 no porto paranaense. "O principal motivo para esse descolamento é o ritmo de vendas. No Mato Grosso e em Goiás, os produtores aproveitaram a valorização dos preços internacionais no início da safra e comercializaram maior volume até abril. Agora as indústrias da região têm dificuldade para encontrar grãos e começa a haver um leilão pela soja que resta", diz Sayeg.

Ele também observa que a comercialização da soja do Centro-Oeste - que já é colhida antes da safra da região Sul - tem ganhado mais velocidade nos últimos anos. "No Paraná ainda existem uns 6 milhões de toneladas para serem comercializadas. No Rio Grande do Sul tem mais 6 milhões e no Mato Grosso, 1,5 milhão. O produtor já vendeu a soja, conseguiu capital para o plantio da próxima safra e agora pode especular com o saldo que tem em mãos", conclui.


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