Sojicultores estão otimistas

Agronegócio

Sojicultores estão otimistas

Chuva na dose certa e máquinas no campo devem resultar em novo recorde
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Otimistas, mas rezando muito para que São Pedro mantenha as chuvas controladas. É assim que estão os sojicultores de Mato Grosso neste mês de fevereiro. A colheita em todo o Estado já chega a 10% da área plantada e a da soja de ciclo precoce está ultrapassando os 25%. De acordo com o gerente técnico da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Luiz Nery Ribas, a produtividade está surpreendendo os produtores. "Ainda não temos condições de mensurar a porcentagem de aumento, mas em função do clima adequado durante o cultivo a produtividade aumentou consideravelmente em algumas regiões".


Com a chuva na dose certa, os produtores trabalham a todo vapor para adiantar a colheita e garantir a qualidade do grão. Nery explica que está chovendo em todo o Estado, mas mesmo assim os produtores estão conseguindo colher. Há uma grande expectativa para as próximas semanas. Mas se houver 2 ou 3 dias de chuvas constantes a colheita pode ficar prejudicada. Neste período os produtores ficam mais atentos ao clima e muito mais preocupados com o futuro imediato.

"Qualquer "descuido" de São Pedro pode significar a perda de muitas sacas de soja", diz o sojicultor Maurício Bernardo Amorin, em tom de brincadeira. Ele produz cerca de 3 mil hectares na região de Sorriso e conta que diariamente pesquisa a previsão do tempo para a sua região. "Com a evolução dos serviços de meteorologia consigo ter a previsão do tempo para até uma semana. Isso dá condições de planejar a colheita no dia-a-dia. É um desafio".

Maurício conta que ainda é difícil mensurar os números da colheita. "É que cada um está preocupado com o seu serviço. Nesta época quase nem saímos da propriedade". Mas pelo que tem conversado com os vizinhos, o sojicultor de Sorriso acredita que o Médio Norte é a primeira região a colocar as máquinas no campo e, por isso, está com a colheita mais adiantada que o resto do Estado.


Na opinião do produtor, cerca de 80 mil hectares já foram colhidos na região de Sorriso. Ele diz que, de acordo com o que está acompanhando na imprensa, o município já colheu 66 mil hectares, ou seja, 11% do total plantado. Na sequência aparece Lucas do Rio Verde que já percorreu 38,4 mil hectares, o que significa 16% da área semeada.

De acordo com os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a safra 2010/11 pode superar todas as expectativas. Isso acontecerá principalmente se for confirmada a produtividade histórica de 50 sacas por hectare. Estima-se que o Estado ultrapasse os 18,37 milhões de toneladas distribuídas em uma área de 6,12 milhões de hectares.

Já o produtor João Armindo Silkscraime, que planta soja no município de Tapurah, reclama da chuva. Ele conta que tem chovido bastante em sua região. "Mas a constatação de grãos ardidos ainda é baixa". Segundo o agricultor, em algumas regiões está chovendo mais que em outras, mas ainda não há prejuízos. "Este é um momento de tensão. Quando o tempo está bom trabalhamos dia e noite. O quanto antes terminarmos a colheita, menos riscos corremos de perder a produção".


Em Rondonópolis a colheita ainda é lenta. De acordo com o vice-presidente do Sindicato Rural do município, Ricardo Tomczyk, nas regiões onde as máquinas começaram a trabalhar o resultado tem sido positivo com uma média de 50 sacas por hectare. "Por enquanto as chuvas não atrapalham e estamos tendo bons resultados nesta safra".

Recorde - A soja é considerada a principal cultura do agronegócio e da pauta das exportações de Mato Grosso e esta safra chegará aos 20 milhões de toneladas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso produzirá exatas 19,850 milhões de toneladas, contra 18,769 milhões de toneladas do ciclo anterior, crescimento de 5,76%. A área plantará teve incremento de 1,72%, passando de 6,224 milhões hectares para 6,331 milhões de hectares, 1,72% a mais que a safra 2009/10.

Para quem transita nas estradas mato-grossenses é comum ver as máquinas colhendo a soja e, logo em seguida, surgirem as plantadeiras. Nery conta que em toda a área onde já houve a colheita está sendo plantado o milho safrinha. O plantio do sorgo e do milheto só acontece mais tarde. Se tudo correr de acordo com o esperado pelos produtores, a colheita da soja deve ser concluída até o início de abril.
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