Solenidade de premiação Agrinho reúne alunos e professores de 200 municípios

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Solenidade de premiação Agrinho reúne alunos e professores de 200 municípios

Com mais de 10 anos de história, o programa esteve presente em todo Estado. Só em 2018, envolveu cerca de 200 mil participantes
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Resultado positivo. Esta foi a resposta da edição 2018 do programa ‘Agrinho’, que finalizou no dia 23 de novembro, em Goiânia (GO). A solenidade de premiação dos vencedores, em diferentes categorias, ocorreu no espaço Atlanta Music Hall. Desde sua criação o programa já esteve nos 246 municípios goianos. Neste ano, passou por 200 municípios e recebeu 13.530 trabalhos, envolvendo cerca de 200 mil participantes, de comunidades escolares espalhadas em todo Estado. Esta foi a fase final do ‘Agrinho’ -, desenvolvido em várias etapas ao longo do ano pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural em Goiás (Senar Goiás), em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg).

O evento reuniu 290 finalistas do concurso, entre eles: alunos, professores e gestores escolares. Na ocasião, diversas autoridades estiveram presentes, como prefeitos municipais, vereadores, familiares dos premiados, representantes dos Sindicatos Rurais (SRs), parceiros e demais públicos. Foram reconhecidos trabalhos realizados em quatro categorias – ‘Desenho’, ‘Redação’, ‘Escola Agrinho’ e ‘Agrinho Jovem’ -, que abordaram a temática ‘Brasil que queremos: seja protagonista’. A premiação foi dividida de acordo com as doze regionais do Senar Goiás – Metropolitana, Centro Leste, Centro Norte, Norte, Médio Norte, Nordeste, Leste, Sul, Sudoeste, Oeste, Extremo Sudoeste e Vale do Araguaia e mais de 400 prêmios foram distribuídos, de acordo com suas categorias. Dentre eles, tablet, smartphone, mini caixas de som, HD externo, notebook, TV. Dois veículos também foram entregues, sendo um carro e uma moto zero KM, como prêmios principais do programa. Um deles sorteado e outro entregue à instituição que apresentou melhor desempenho entre os demais colocados.

Boas-vindas

Quem fez a abertura do evento foi o presidente da Faeg e do Conselho Administrativo do Senar Goiás, deputado eleito José Mário Schereiner. Foi ele quem deu as boas-vindas aos participantes, destacando a importância do Agrinho. “A 11ª edição do Agrinho chegou num momento extremamente interessante em nosso País -, a prova de que estamos evoluindo para uma reflexão profunda sobre o ‘Brasil que queremos e merecemos’. Sem dúvida nenhuma, a escolha do tema foi bem atual. Isso porque nem imaginávamos o que ocorreria em nosso País, durante todo este ano. Estamos vivenciando uma transformação no modelo político e econômico do Brasil”, disse Schereiner.

Ele também acrescentou que se sente orgulhoso de fazer parte deste projeto, que iniciou em Goiás, em 2008, e sinalizou que a cada ano o programa vem evoluindo para reflexões mais amplas, indo de alcance à realidade do brasileiro. “De certa forma aquilo que propomos neste programa, de imaginar o Brasil que queremos, teve resultado também nas urnas de nosso País. Por meio do Agrinho pudemos conscientizar a população que precisamos mudar nossos hábitos e a nossa forma de pensar, para que futuramente possamos construir um País mais justo e igualitário. Sinto-me honrado de poder premiar os melhores trabalhos a todos aqueles que estiveram envolvidos neste grande trabalho, que tem percorrido todo Estado”, destacou. Ele também aproveitou a oportunidade para lançar o tema do próximo ano. “No ano que vem o Agrinho terá como tema ‘Cresce o Campo e Cidade, com Saúde e Sustentabilidade’. Nossa expectativa é evoluir cada vez mais”, enfatizou.

Programação

A atriz brasileira Cida Mendes foi umas das atrações da ‘Premiação Agrinho 2018’. Ela interpretou a personagem Concessa – uma mulher que vive no interior de Minas Gerais. Sua apresentação representou a típica mulher da roça e de um jeito descontraído a atriz quebrou preconceitos, estereótipos de que gente do campo é atrasada culturalmente e que não se cuida. “Concessa mostra toda esperteza que existe no homem do campo. Ela é bem diferente daquela que mostravam antigamente, com roupas remendadas, dentes estragados e que todo mundo ‘passava a perna’. Ela é a prova viva de que todos têm acesso ao mundo e por isso, se desenvolve”, comenta Cida.

Representando o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Goiás (Sebrae Goiás), um dos parceiros do programa em 2018, o diretor técnico Wanderson Portugal afirmou que o Agrinho tem o papel de incentivar o empreendedorismo dentro da educação rural. “Nosso foco é empreendedorismo e uma das pesquisas que fizemos em 60 países identificou um problema seríssimo de que as universidades não nos preparam para sermos empreendedores. A partir daí é que começamos a trabalhar o empreendedorismo nas escolas, no ensino básico, fundamental, médio e nas universidades e esse programa é um sucesso grande, porque ele trabalha efetivamente naqueles que vão transformar o mundo, justamente as crianças”, salientou.

Premiados

Elaine Cristina é formada em Educação Física, História e Pedagogia. Apaixonada pela educação ela atualmente ela é diretora da Escola Municipal Carlos Oliveira da Silva, no município Estrela do Norte. Neste ano, foi a primeira vez que sua escola concorreu ao programa Agrinho. “Para nós é um grande mérito participar do Agrinho, que visa a preservação do meio ambiente. É isso que nossa sociedade precisa. Por meio deste programa é que podemos também mostrar os talentos existentes em nossas escolas, sobretudo aquelas do interior de nosso estado”, sinalizou.

Neste ano, a Escola Municipal Pedro Chaves Filho, do município de Formosa, foi a que apresentou melhor desempenho. Por isso, foi premiada com um carro zero quilômetro. Esta é a segunda vez que a escola participa do Agrinho. Para a gestora Carla, o programa faz toda diferença dentro da educação. “A educação necessita destes projetos, porque a comunidade se envolve mais e temos a chance de aprender mais também”, diz Carla.

Pela primeira vez, premiada, a gestora explica que escolheu um tema diferente. “Falamos sobre as pancs, plantas alimentícias não convencionais, que normalmente são descartadas, riquíssimas em nutrientes. Como nossa escola fica num local em que a maioria das pessoas são de baixa renda, existem muitas crianças desnutridas e com anemia. Foi pensando nisso que procuramos uma maneira de poder ajudar a comunidade local, suprindo as carências nutricionais destas crianças”, salientou a gestora. Foi exatamente pela audácia do projeto que a escola recebeu destaque neste ano. “Nosso projeto envolveu a escola e também a comunidade em geral. Foram meses nos dedicando neste tema e receber esta vitória é muito importante para nós”, concluiu. 

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