Solo de qualidade auxilia na engorda do rebanho e na produção do leite
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Solo de qualidade auxilia na engorda do rebanho e na produção do leite

Pastagens nutridas com cálcio e enxofre podem representar ganho de peso e massa seca
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Pastagens nutridas com cálcio e enxofre podem representar ganho de peso e massa seca, resultando em até dois litros de leite a mais na produção

O investimento em uma pastagem de qualidade tende a garantir a rentabilidade da pecuária, mesmo em momentos de aperto econômico. Seja na engorda do rebanho ou na qualidade do leite, uma boa estratégia pode iniciar já nas características nutricionais que contém o solo onde a atividade agrícola é desenvolvida.

De acordo com o agrônomo e especialista em solo, Eduardo Silva e Silva, se o objetivo for criar um gado de boa qualidade, o investimento no solo é estritamente necessário, uma vez que ele vai oferecer a base nutricional da pastagem. "É um processo de transferência, onde a partir de um solo equilibrado o produtor terá uma pastagem mais nutritiva e, por consequência, um reflexo na qualidade e produção do leite e também na engorda dos animais", destaca.

O especialista explica que o segredo está na área explorada pela raiz da planta no solo. Reforça que fertilizantes minerais à base de sulfato de cálcio granulado são fonte de cálcio e enxofre solúveis e auxiliam muito no aumento do tamanho e profundidade da raiz, com consequente aumento da capacidade de absorver água e, assim, melhorar a produtividade. Além disso, sobre as culturas consorciadas aveia mais azevém, típicas pastagens de inverno nos campos gaúchos e catarinenses, Silva e Silva cita um estudo desenvolvido em parceria com a Seeds Pesquisa Agrícola, no qual se verifica um incremento de 42 kg/ha de massa seca e 195 kg/ha de massa fresca, podendo chegar a níveis de 763 kg/ha de massa seca e 7.741 kg/ha de massa fresca.

Essa estratégia foi adotada na propriedade do produtor Júnior Debiase, no município de Quilombo, em Santa Catarina, e já rendeu bons resultados. Debiase atingiu um incremento de 30% na produção de tifton (usada principalmente para pastagens gerenciadas e para feno), após a aplicação de sulfato de cálcio granulado. "Antes de eu usar eu fazia 400 fardos/hectare em média, depois foi para 600 fardos em média. A qualidade da planta ficou bem melhor e a área mais uniforme. Um resultado excelente para quem tem gado leiteiro na propriedade", conta o produtor. 

Outro exemplo de resultados positivos com a adoção de sulfato de cálcio na pastagem vem do Rio Grande do Sul, na região da grande Passo Fundo. "Temos relatos de produtores que aplicaram o sulfato de cálcio granulado na pastagem de inverno, como a aveia, e comprovam o resultado positivo na planta pelo incremento de fitomassa ao sistema e, além disso, o solo fica solto mesmo com o pisoteio dos animais. Outra região que tem colhido os bons resultados no tifton e milho silagem é a de Lajeado, onde a integração lavoura e pecuária é marcante", destaca Silva e Silva, que também é diretor técnico da SulGesso, empresa catarinense líder no fornecimento de sulfato de cálcio.   


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