Sorgo "pega carona" nas exportações e alta do milho
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Agronegócio

Sorgo "pega carona" nas exportações e alta do milho

Exportações do grão serão de 24,3 mil toneladas em 2007, o dobro de 2006
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Exportações do grão serão de 24,3 mil toneladas em 2007, o dobro do ano passado. O sorgo está literalmente pegando carona no milho. Assim como o outro cereal que serve de matéria-prima para ração, o sorgo registra em 2007 preços mais elevados e exportações em alta. As cotações do grão são 30% superiores ao mesmo período do ano passado e a estimativa é que as remessas do cereal dobrem.

Com características nutricionais semelhantes as do milho, o sorgo no Brasil é cultivado principalmente na região Centro-Oeste, com cerca de 54,9% da produção nacional.

Segundo o técnico de planejamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Marden Augusto da Silva Teixeirense, o preço do sorgo pago ao produtor em Goiás - o maior estado produtor do País - em janeiro era de R$ 14,62 a saca (60 kg), valor de 34,12% superior ao da média de R$ 10,90 registrada no ano passado. Em 2006, o preço do sorgo fechou o ano com aumento de 24,7%, saindo de R$ 10,90 a saca, em janeiro, para R$ 13,59 em dezembro. "Quando os preços do milho vão bem, os do sorgo acompanham, por ter características nutricionais semelhantes’’, disse o técnico.

Enquanto isso, o valor do milho pago ao produtor goiano está na casa dos R$ 19,00 a saca (60 kg), 28,7% maior que a média de R$ 14,76 do ano passado, conforme Teixeirense. Dependendo da região, o preço do sorgo é equivalente a cerca de 80% do valor do milho.

Para o técnico da instituição, a boa performance do mercado de milho, decorrente da elevação da produção de etanol nos Estados Unidos, abrirá mais espaço o sorgo no Brasil. Por conta da produção do etanol, os Estados Unidos devem consumir cerca de 30 milhões de toneladas de milho a mais neste ano. "A medida que exporta mais milho, abre mais possibilidade de comercializar o sorgo para a alimentação de aves, suínos, entre outros’’, disse.

A expectativa do técnico da Conab é de que o preço do sorgo, pelo menos, se mantenha nos atuais patamares nesta entressafra. O grão começa a ser meado a partir do deste mês e será colhido entre julho e agosto. Ele lembra que o valor do sorgo está sendo vendido acima do mínimo, de R$ 9,80 a saca no Sudeste e Centro-Sul. No Norte e Nordeste, exceto a Bahia-Sul, o preço mínimo é R$ 11,20 a saca.

A tendência é também de aumento das exportações de sorgo, para atender a demanda de países como Alemanha, Japão, Europa e Holanda. Além de ser destinado principalmente à ração animal, o uso do sorgo em alguns países é bastante diversificado. É usado na fabricação de tortas, biscoitos, cola, tintas, açúcar, óleo comestíveis, farinha para panificação.

Pelas estimativas da Conab, as exportações do produto neste ano devem atingir 24,3 mil toneladas, mais que o dobro das 10 mil estimadas no ano passado. "Estamos baseando a estimativa no histórico dos anos anteriores’’, disse. Ele lembra que as vendas externas de sorgo oscilam muito a cada ano. A exemplo de outras culturas de inverno, a área planta de sorgo deve ceder na temporada 2006/07 para o milho. A Conab prevê uma redução de 1,32% na área de sorgo para 722,2 mil hectares. Mas devido ao aumento da produtividade, a safra será 3,57% maior: 1,6 milhão toneladas.


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