Sorgo resiste bem a períodos de estiagem, aponta pesquisa
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Agronegócio

Sorgo resiste bem a períodos de estiagem, aponta pesquisa

Pesquisador fala sobre o uso agroenergético para milho e sorgo
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A resistência do sorgo à estiagem é o tema do trabalho desenvolvido pelo pesquisador Nilton Luis Gabe, da unidade da Fepagro em São Borja. A pesquisa foi destaque na plenária final da 57ª Reunião Técnica Anual do Milho e a 40ª Reunião Técnica do Sorgo, encerradas nessa quinta-feira (12), em Porto Alegre, e avaliou genótipos de sorgo forrageiro corte/pastejo na região do Baixo Vale do Rio Uruguai.

Segundo Gabe, o ensaio avaliou 12 genótipos de sorgo das cultivares e linhagens da Fepagro e da Embrapa. O experimento, coordenado pelo pesquisador da Fepagro Taquari Zeferino Chielle, foi implantado em novembro de 2011. Durante o ciclo (de novembro a abril) ocorreu severo estresse hídrico; apesar disso, os resultados foram bastante satisfatórios em termos de produção de forragem. “Foram obtidas de oito a 10 toneladas de matéria seca por hectare em cinco cortes”, explica o cientista. A pesquisa demonstrou que é possível ter rendimentos satisfatórios com a cultura do sorgo mesmo em condições meteorológicas adversas – constituindo, assim, mais uma alternativa para o produtor rural.

Ainda foi discutida durante a plenária final a aplicação de terra de diatomácea no controle dos insetos. Estudos apontam a eficácia do produto como uma alternativa para a conservação de grãos. A terra diatomácea é atóxica, podendo ser facilmente manuseada por trabalhadores rurais e de unidades armazenadoras, além de não deixar resíduos nos alimentos.

No início da manhã, o administrador Luiz Augusto Ribeiro Gioielli, da Athos Investimentos, fez uma palestra sobre “Uso agroenergético para milho e sorgo”. Gioielli relatou sua experiência com uma usina para produção de etanol a partir do milho. Segundo o administrador, é possível produzir 30 mil litros a cada 10 horas de trabalho diário. Além de etanol, o milho também pode gerar outros produtos como álcool neutro (utilizado na indústria de bebidas) e matéria-prima para indústria química. Além disso, 30% do resíduo de milho transformado em etanol pode gerar ração para animais.

A respeito do sorgo, Gioielli relatou experiência conduzida pela usina de Cerradinho, em São Paulo, que produziu 1,4 milhão de litros de etanol a partir desse cereal. O sorgo é plantado naquela propriedade na entressafra da cana-de-açúcar, para complementar esta cultura.

Ao término do encontro, ficou definido que a 58ª Reunião Técnica Anual do Milho e a 41ª Reunião Técnica do Sorgo serão realizadas na Embrapa Clima Temperado, em Pelotas. As reuniões técnicas têm promoção da Fepagro e Emater/RS-Ascar.

Confira na Rádio Fepagro as entrevistas com o pesquisador Zeferino Chielle, o agrônomo da Emater/RS-Ascar Alencar Rugeri e o agrônomo da Embrapa João Carlos Garcia.

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