Stephanes ouve reivindicações das Câmaras Setoriais em Brasília
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Agronegócio

Stephanes ouve reivindicações das Câmaras Setoriais em Brasília

O ministro ouviu 24 câmaras setoriais e seis temáticas, prometendo respondê-las num prazo de 90 dias
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Ao participar nessa terça-feira (29-05), em Brasília, do III Encontro Nacional dos Presidentes de Câmaras Setoriais e Temáticas do Conselho do Agronegócio, o ministro Reinhold Stephanes ouviu um amplo relato dos problemas de cada uma das 30 câmaras (24 setoriais e seis temáticas) representadas no evento. Além das dificuldades, foram apresentadas reivindicações e propostas ao ministro que prometeu estudá-las e respondê-las num prazo de 90 dias.

Um dos apelos mais dramáticos foi do presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados, Hermes Zanetti. Para ele “o Brasil é vítima de um assalto dos exportadores de vinhos, que reduziram a participação do produto nacional a apenas um quarto do consumo anual brasileiro. Após reclamar da carga tributária brasileira que, segundo ele, supera em até três vezes a praticada pelos países exportadores de vinho (inclusive do Mercosul), Zanetti pediu socorro e uma audiência com o ministro para tratar dos problemas do setor. Stephanes prometeu recebê-lo.

Enquanto o vinho gaúcho enfrenta dificuldades, a cachaça ganha status e mercados. Nos últimos 10 anos as exportações do produto quadruplicaram. Só para os Estados Unidos as vendas cresceram cinco vezes, no mesmo período. Para o representante da Câmara da Cadeia Produtiva da Cachaça, o Brasil tem potencial para faturar US$ 1 bilhão/ano com a venda do produto no mercado externo e já sonha em concorrer com a Tequila mexicana.

Foram dois exemplos, antagônicos, colocados na reunião dessa terça-feira. Outros setores apresentaram balanços mais equilibrados, problemas específicos e também sugestões ao ministro. Após ouvir cada um dos 30 presidentes de Câmaras, o ministro examinou alguns dos temas discutidos e anunciou que o projeto de lei do Fundo Anti-catástrofe (modalidade de seguro rural) está pronto. “Foi estudado com os bancos e seguradoras e pelas análises desses setores parece que está bem construído”, afirmou. O ministro também avaliou a discussão sobre mercado futuro para o álcool e a formação de estoques do produto, questionando a quem caberia a responsabilidade por esses estoques.

Por último, Stephanes adiantou que há um programa em discussão para a cultura do cacau que trata do endividamento e de novos financiamentos para o setor.

A relação com os nomes de todas as câmaras setoriais e temáticas pode ser acessada no site www.agricultura.gov.br, no link Câmaras e Conselhos.


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