Sudene pretende fomentar a cultura do caju
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Imagem: Pixabay
AGRICULTURA

Sudene pretende fomentar a cultura do caju

Um edital de inovação com foco na cajucultura é uma das propostas da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste
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Um edital de inovação com foco na cajucultura é uma das propostas da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste para fomentar a cadeia produtiva nos estados produtores. O superintendente da Sudene, Evaldo Cruz Neto, firmou o compromisso de apoiar o setor, após conhecer algumas tecnologias desenvolvidas na Embrapa Agroindústria Tropical, na manhã desta quarta-feira (20/01). Ele disse que o próximo passo é elaborar um edital que conte com apoio da Embrapa. 

O chefe-geral da Embrapa Agroindústria Tropical, Lucas Leite, esclareceu que a Unidade descentralizada da Embrapa reúne um conjunto de tecnologias e de conhecimentos, do campo à agroindústria, capazes de promover maior produtividade, o aproveitamento integral e a agregação de valor para cultura. Ele citou experiências exitosas e salientou que entre as vantagens do caju está a versatilidade e a baixa necessidade hídrica comparativa, mesmo para a produção de fruta de mesa irrigada. “É uma atividade que tem uma condição impar para o Nordeste. Só o fato de o cajueiro produzir na entressafra das demais culturas já é um diferencial importante”, completou.  

O titular da Superintendência Federal de Agricultura no Ceará, Francisco Milton Holanda Neto, reiterou a importância da cultura do cajueiro para o Estado do Ceará e a necessidade de maiores investimentos no setor.  O representante do Sindialimentos, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará, Bessa Júnior, pretende desafiar empresários do setor a conhecer melhor as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa para a cajucultura. 

Participaram da reunião, dentre outros, o diretor de planejamento da Sudene, Raimundo Gomes de Matos, e o titular da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará, Flávio Saboia.  

Tecnologias

Os visitantes conheceram o trabalho de conservação da variabilidade genética do cajueiro. A Embrapa Agroindústria Tropical mantém o maior e mais antigo Banco Ativo de Germoplasma de Cajueiro do mundo, com 778 acessos. O BAG Caju disponibiliza uma base genética que vem sendo utilizada para auxiliar no desenvolvimento de cultivares junto ao programa de melhoramento do caju, visando a diferentes fins, ambientes e condições de cultivo. 

“É um tesouro, um grande patrimônio para futuras gerações de brasileiros”, explicou a pesquisadora Ana Cecília Castro, curadora do BAG Caju. Ela salienta que todo País precisa manter seus recursos genéticos bem guardados, bem documentados, bem caracterizados. Principalmente para as culturas alimentares. “É questão de segurança alimentar, uma cultura com uma base estreita é um risco grande”, diz.

Outras tecnologias para o aproveitamento agroindustrial do pedúnculo foram apresentadas, como a fibra de caju que é empregada como matéria-prima para a produção de alimentos veganos, como hamburgueres. Os trabalhos realizados para o desenvolvimento de alimentos com propriedades funcionais também foram abordados na ocasião, exemplificando o potencial de agregação de valor da bioeconomia do caju.


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