Suinocultor catarinense no vermelho
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Agronegócio

Suinocultor catarinense no vermelho

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Após duas reduções na cotação do suíno nos primeiros 13 dias do ano, os produtores catarinenses voltaram a trabalhar no vermelho. De acordo com cálculos do Instituto Cepa, ligado à Secretaria Estadual da Agricultura, cada produtor gasta em média acima de R$ 1,90 para cada quilo de suíno entregue à agroindústria. Como a cotação despencou para R$ 1,70 nesta semana, nem mesmo a bonificação de carcaça está garantindo lucro aos produtores.

A cotação do suíno abriu o ano em R$ 1,80. Na primeira semana, as principais agroindústrias do Estado passaram a pagar R$ 1,75 pelo quilo do suíno vivo.

Ontem, a remuneração do produtor baixo para R$ 1,70. A nova queda é explicada pelas agroindústrias com base na previsão de menor exportação para a Rússia, na diminuição do consumo no mercado interno e na oferta excessiva de carne no mercado local. A Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS) não aceita nenhum dos argumentos e garante que as duas reduções na cotação do suíno em 2004 são injustificadas.

Para o produtor é cada vez mais difícil entender porque o preço do suíno oscila tanto. Em 2003, 250 mil matrizes foram abatidas no Estado, as exportações para a Rússia chegaram a 400 mil toneladas e o preço do milho, principal item do custo de produção, caiu cerca de 50%. Mesmo assim, 2004 iniciou com perspectivas pessimistas. "Ninguém sabe o que esperar. Quando tudo parece estar no caminho certo, o preço só cai", disse o presidente da ACCS, Wolmir de Souza.

Desde o início de dezembro, o preço do suíno caiu R$ 0,20 por quilo. Caso o produtor consiga entregar carcaças de boa qualidade, receberá uma bonificação de cerca de R$ 0,17. Assim, receberá no final R$ 1,87, abaixo do custo de produção ideal. Calculando apenas os custos que geram desembolso mensal, o produtor não entrará no vermelho. Mas como não sobrará dinheiro para itens como o pagamento de juros e depreciação da propriedade, ele não terá capacidade para investimentos futuros ou reservas para enfrentar uma nova crise.


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