Agronegócio

Sumaré (SP) tem boa perspectiva para nova safra de tomate

A previsão de cultivo no município é de 6 milhões de pés
Por: -Rose Mary de Souza
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O agricultor e agrônomo Wilson Ravagnani encerrou em dezembro a colheita de sua lavoura de tomate de mesa, cultivada com 7,5 hectares de terras arrendadas do Sítio Roseira, em Sumaré, na região de Campinas (SP). A produtividade média foi de 100 toneladas por hectare. E já começou, na semana passada, o plantio da nova safra, assim como os 40 tomaticultores do município. Se chover muito, porém, a semeadura poderá se estender até o início de fevereiro. A previsão de cultivo em Sumaré é de 6 milhões de pés, a mesma quantidade cultivada no verão de 2006.

É tradição dos produtores disponibilizarem igual área na semeadura de verão todos os anos, explica Ravagnani. Isso porque o plantio de verão é interessante economicamente, pois sua formação ocorre durante o período de chuva, o que acaba diferenciando a safra de Sumaré de outras grandes regiões produtoras. “Tradicionalmente, nesta época, fazemos o plantio, que, se não coincidir com as demais regiões, permite menor oferta no mercado e preços melhores de venda”, diz Ravagnani.

Outro produtor, Marcos Izildo Ravagnani – que também é agrônomo e presidente da Associação dos Agricultores Pecuaristas de Sumaré, acrescenta que “no plantio de verão em Sumaré, a colheita ocorre de março até maio. Durante o ano há um rodízio de regiões produtoras ofertando tomate”, diz.

As principais regiões produtoras no País são: em São Paulo, Itapeva, Mogi-Guaçu, Sumaré e Sabino; em Minas, Araguari, Barbacena e Ubá; em Santa Catarina, Caçador, e, no Espírito Santo, Venda Nova do Imigrante e Santa Maria de Jetibá.

Lavoura de inverno

Já na segunda semeadura, a de inverno, em junho, é costume reduzir um pouco o espaço de cultivo em Sumaré, já que há concorrência com outras regiões produtoras.

Além disso, diz o agrônomo Marcos, a colheita da safra de inverno é feita no clima quente, o que provoca a rápida maturação do tomate. “Isso obriga à concentração da colheita e ocasiona grande oferta no mercado e a conseqüente baixa de preços”, diz. Por isso, os produtores contabilizam uma redução de cerca de 20% no número de plantas na segunda semeadura, mas produtividade maior, quando o clima contribui.

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