Superávit do agronegócio cresce no trimestre


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Superávit do agronegócio cresce no trimestre

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As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 6,08 bilhões no primeiro trimestre de 2003, crescendo 29,2% em relação às vendas apuradas em igual período do ano passado e representam atualmente 40,4% das exportações totais do Brasil. As importações também subiram, atingindo US$ 1,81 bilhão, 2,1% a mais que as compras realizadas entre janeiro e março de 2002. Com isso, o agronegócio brasileiro encerrou o primeiro trimestre do ano com superávit de US$ 4,27 bilhões, 45,6% maior que o apurado em igual período de 2002, segundo relatório divulgado pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA) com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O estado de São Paulo, que responde por 2s4,3% das exportações nacionais, vendeu no exterior US$ 1,48 bilhões no mesmo período, um aumento de 17,7% sobre o total do ano passado. As importações somaram US$ 660 milhões, com crescimento de 10,8% sobre o desempenho de 2002, revelando um saldo positivo de US$ 820 milhões.

Participação menor

A participação de São Paulo no volume total das exportações do agronegócio, no entanto, caiu 2,5% em relação ao primeiro trimestre de 2002. O mesmo ocorreu com as importações, que caíram 5,3% e representam atualmente 36,5% das importações brasileiras.

"A soja desestabilizou os embarques no primeiro trimestre do ano", diz Nelson Martin, coordenador do Instituto de Economia Agrícola (IEA). Segundo ele, a supersafra que o Brasil está colhendo e a guerra do Iraque antecipou os embarques da soja que tradicionalmente são em maior volume a partir de abril. Outros produtos que impulsionaram as exportações do agronegócio nos primeiros três meses do ano foram o frango e o suíno.

Como São Paulo não exporta grandes volumes de soja, frango e de suíno, a participação nas vendas totais foi menor. A participação das exportações do agronegócio paulista no total embarcado pelo estado de São Paulo cresceu 0,1%, enquanto a participação das importações diminuiu 1,9%.

"É importante destacar que, mesmo se tratando de um estado industrial, as exportações do agronegócio paulista respondem por 32% das vendas totais", diz Martin. Os principais produtos exportados pelo Brasil foram itens florestais (papel, celulose e madeira), que somaram US$ 1,30 bilhão; cereais, leguminosas e oleaginosas, cujas vendas somaram US$ 1,12 bilhão; bovinos, com vendas de US$ 950 milhões, suínos e aves, que somaram US$ 540 milhões, além de cafés e estimulantes, com exportações de US$ 450 milhões.

Já no estado de São Paulo, as vendas foram impulsionadas por bovinos, que somaram US$ 340 milhões; frutas, que renderam US$ 300 milhões, com destaque para suco de laranja, cujas vendas somaram US$ 290 milhões; produtos florestais, US$ 250 milhões; cana e sacarídeas, de US$ 180 milhões e agronegócios especiais (especiarias), com vendas de US$ 100 milhões.

Perspectiva paulista

"A tendência é que São Paulo continue respondendo por cerca de 25% das exportações nacionais do agronegócio", diz Martin. Este índice, entretanto, já foi maior alcançando 36% há dez anos. A tendência de crescimento se apresenta nos segmentos de bovinos, suco de laranja, frutas e cachaça. Segundo o coordenador do IEA, a queda das importações paulistas se deu devido a redução das compras de trigo e pesticidas. Mesmo motivo que contribuiu para elevar em 2% as importações brasileiras.

A quantidade de produtos do agronegócio exportada pelo Brasil cresceu 33,1% em comparação com igual período do ano passado. Já a quantidade exportada pelo estado de São Paulo aumentou em 26,2%.

Os preços dos produtos do agronegócio exportados caíram 3,1% no Brasil e 6,8% em São Paulo. Entre os produtos com maior crescimento de vendas em todo território nacional, destacam-se soja (73,8%), peixes e crustáceos (58,1%) e carnes (30,5%). Cerca de 61,7% do valor das exportações do agronegócio do Brasil correspondem a produtos industrializados. No estado de São Paulo a participação de industrializados foi de 79% no primeiro trimestre do ano, segundo os dados do IEA.

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