Syngenta investe US$ 20 milhões no Chile

Agronegócio

Syngenta investe US$ 20 milhões no Chile

A estrutura é de quatro a cinco vezes maior do que a outros centros de pesquisa da companhia em sementes
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O clima árido e estável do Valle do Azapa, no norte do Chile, foi a região escolhida pela suíça Syngenta para a implantação de seu maior centro de investigação de sementes da América Latina. O espaço vai centralizar todo o desenvolvimento mundial de tecnologia de sementes da companhia, inclusive das que chegarão ao Brasil nos próximos anos.

O Centro de Pesquisa de Cultivos vai receber até 2013 investimentos de US$ 20 milhões, dos quais cerca de US$ 7 milhões já foram aportados, de acordo com o presidente da Syngenta para a América Latina, Horacio Busanello.

A estrutura é de quatro a cinco vezes maior do que a outros centros de pesquisa da companhia em sementes. O foco será o desenvolvimento de variedades de soja, milho e girassol para todos os países onde a Syngenta atua com essas variedades. Espera-se que em um ou dois anos materiais genéticos sejam enviados do Valle do Azapa para testes de campo no Brasil.

"Para soja, por exemplo, as pesquisas buscam variedades competitivas resistentes à ferrugem asiática, nematóides e de ciclos curto", acrescentou Gloverson Moro, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da divisão de sementes da Syngenta para a América Latina.

O executivo explica que a baixa oscilação de temperatura é muito favorável às pesquisas. "Temos de 25 a 28 graus durante todo o ano, o que reduz nossos custos com climatização, já que não temos variações bruscas entre inverno e verão. Além disso, essas condições garantem eficiência na auto-fecundação das plantas (quando estas ficam mais sensíveis às oscilações), tornando-a até três vezes mais rápida", complementou Moro.

Por todas essas vantagens climáticas, grandes companhias já anunciaram investimentos de US$ 50 milhões nos próximos anos, já incluindo os US$ 20 milhões da Syngenta. A indústria de serviços globais já representa um dos cinco eixos prioritários da política de inovação chilena, segundo Jean Jacques Duhart, subsecretário de Economia do Chile.

"Arica se consolida como protagonista de uma das indústrias de maior potencial no país", considerou o representante do governo chileno. De acordo com dados do país andino, há mais de 60 multinacionais que escolheram o Chile como plataforma de investimento com projetos de pesquisa, desenvolvimento e aplicação de tecnologia de ponta.

Segundo informações do governo chileno, o pais já é o sexto exportador mundial de sementes e o primeiro do hemisfério Sul. "Somente na temporada 2008, as vendas deste setor ao exterior somaram US$ 290 milhões, o que representou uma alta de 111% em cinco anos", informou Duhart.

Mais investimentos Mundialmente, a Syngenta prevê investir em pesquisa US$ 1 bilhão em 2009. O orçamento por país não é informado pela companhia mas, segundo Moro, neste ano já foi inaugurado um novo centro de pesquisa no Brasil, em Lucas do Rio Verde, estado de Mato Grosso, e um outro deve ser construído no País em 2010.

No Brasil, a empresa possui quatro centros de pesquisa de sementes e um de produtos químicos. Detém ainda um na Argentina e, agora, também no Chile. No ano passado, a empresa teve duas variedades transgênicas de milho aprovadas comercialmente no Brasil (BT 11, tolerante à lagarta e a GA21, tolerante ao glifosato). Uma variedade de milho que combina as duas resistências está submetida à aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).


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