Tecnologia da Unesp ajuda atacar a ferrugem da soja
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Agronegócio

Tecnologia da Unesp ajuda atacar a ferrugem da soja

O principal resultado foi indicar como deve ser feita a aplicação de defensivos
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A ferrugem da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, provoca enormes estragos às lavouras e prejuízos aos agricultores. Isso ocorre se nada for feito ou se métodos convencionais forem utilizados no combate. Porém, com tecnologia desenvolvida pela FCA (Faculdade de Ciências Agronômicas) da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu, atualmente é possível salvar 100% da plantação.

Desde 2000, quando começou a atuação conjunta da FCA com a Fundação Mato Grosso nesse setor, vários foram os avanços obtidos na luta contra a moléstia. “O principal resultado da parceria foi indicar como deve ser a aplicação dos defensivos agrícolas”, observa Ulisses Rocha Antuniassi, engenheiro agrônomo, professor do Departamento de Engenharia Rural da faculdade e um dos coordenadores do projeto.

Em climas mais secos, o emprego dos fungicidas deve ser de uma maneira. Com mais umidade, é preciso mudar o método de aplicação. “Com nossos alunos de Botucatu, pulverizamos as plantas e coletamos as folhas. Depois, avaliamos o desempenho. Paralelamente, um técnico da fundação verifica o comportamento da doença”, explica Antuniassi.

A partir dessas duas análises, determina-se como será a aplicação do defensivo. Uma das conclusões é que, para prevenção da ferrugem, o ideal é que sejam despejadas gotas finas ou muito finas. Porém, quando o objetivo for a cura, devem ser finas ou médias.

Antes de iniciar as pesquisas pela forma tradicional, com autopropelido (sistema de irrigação móvel), eram necessários 200 litros de solução (água mais fungicida) para cada hectare. Hoje, dá para fazer a mesma área com 50 litros. De avião, gasta-se apenas cinco litros. Antigamente, através desse meio, eram consumidos 40 litros.

O volume de fungicida não se altera. A quantidade de água é que é diminuída. Assim, por exemplo, despende-se bem menos tempo de máquina e, por conseqüência, de combustível. “Além dessas vantagens, constatamos que a ação do fungicida melhora”, diz.

Custo operacional é reduzido em até 20%:

As pesquisas da Unesp de Botucatu diminuem o custo de aplicação dos fungicidas em cerca de 20%. Esse cálculo vale para o atual estágio. A maioria dos produtores ainda emprega 120 litros de solução. Se o volume cair pela metade (60 litros), o gasto de R$ 7,40 por hectare tratado reduz-se para algo em torno de R$ 6,20. “Como antes os produtores usavam 200 litros, a queda com o passar do tempo foi ainda maior”, estima Antuniassi.


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