Tecnologia digital vai identificar bovinos por imagem da retina
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Agronegócio

Tecnologia digital vai identificar bovinos por imagem da retina

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A empresa Chalet Agropecuária vai lançar no mercado uma tecnologia de identificação animal por meio da fotografia digital da retina. Com a obrigatoriedade de que os bovinos para exportação sejam todos rastreados - ou seja, contenham informações sobre nascimento, peso, idade, proprietário, abate etc. -, a tecnologia da obtenção de dados pela retina proporciona maior segurança ao pecuarista e às indústrias exportadoras, segundo Luiz Eduardo Batalha, proprietário da Chalet.

"É o mais avançado e confiável processo disponível no mundo", diz.

Com a nova tecnologia, denominada OptiBrand, o bovino será identificado depois de ter tido sua retina fotografada de maneira digital. Hoje, a principal ferramenta adotada pelos pecuaristas para efetuar o serviço de identificação de seu rebanho é o uso de brincos.

Custo baixo

Segundo o pecuarista, entre as vantagens da utilização desta técnica estão a maior confiabilidade dos dados obtidos; o fato de ser um sistema inviolável, evitando qualquer tipo de falsificação - não há a possibilidade de trocas de animais -; e também por não ser um processo invasivo, o que significa na prática que não necessita atingir fisicamente os animais. "Evita qualquer tipo de sofrimento aos bovinos", diz Guilherme Batalha, diretor da Chalet Agropecuária.

De acordo com Guilherme, o custo para a implantação deste sistema é baixo, em torno de US$ 1.000 por equipamento, que consta da câmara eletrônica e leitor. As empresas de identificação animal e os frigoríficos exportadores serão os principais alvos do equipamento, segundo prevê Guilherme.

Segundo Luiz Eduardo Batalha, um dos principais pecuaristas do País, com as raças angus e nelore, o sistema é novo e foi desenvolvido e patenteado pela Nasa, agência espacial norte-americana.

A Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, inteirou-se do assunto e solicitou licença para a comercialização do sistema, elaborado inicialmente para o ser humano, e adaptou-o para a identificação de bovinos (e outros ruminantes).

A partir da licença a Universidade do Colorado passou a divulgá-lo e o primeiro país a adotar foi a África do Sul.

Para o Brasil e América do Sul, segundo Batalha, a Chalet detém exclusividade do sistema OptiBrand e espera poder adotar nos próximos dois anos.

Como o Brasil está adotando um programa de rastreabilidade, o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), Batalha informa que a nova técnica OptiBrand é perfeitamente adequada. "A técnica é mais precisa inclusive do que o exame de DNA, porque este é mais caro e demora muito mais tempo", diz o pecuarista.

Segundo Guilherme, a tecnologia OptiBrand captura de modo digital a imagem da retina e a associa à localização do animal. A precisão das informações é explicada pelo fato de o equipamento usar um marcador biométrico que distingue os vasos sangüíneos da parte posterior do olho dos bovinos, que é tão distinto e individual quanto as impressões digitais humanas.

Rastreabilidade bovina

A partir de 2 de julho todos frigoríficos exportadores precisarão estar adaptados à nova legislação que exige a rastreabilidade dos animais abatidos. O Ministério da Agricultura não vai mais emitir os certificados de exportação para os frigoríficos que deixarem de apresentar os registros no Sisbov. A exigência partiu da União Européia (UE), que é o principal importador da carne bovina brasileira.


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