Tecnologia e alimento: uma aliança contra um planeta faminto

Agronegócio

Tecnologia e alimento: uma aliança contra um planeta faminto

Brasil comemora diminuição da fome e luta contra novos desafios
Por: -Joana
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Brasil comemora diminuição da fome e luta contra novos desafios

Como produzir mais, conservando o meio ambiente e melhorando a qualidade de vida das pessoas? Esse é o desafio de alimentar uma população em constante crescimento. Estima-se que a demanda por alimentos, em 2050, será o dobro da que temos hoje.

Neste cenário desafiador, cabe a toda cadeia agropecuária buscar por alternativas que resultem em ganho de eficiência produtiva. "A biotecnologia acaba sendo uma ferramenta importante para se produzir alimentos preservando o planeta", comenta a diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani. Através da biotecnologia pode-se produzir alimentos sem usar tanto os recursos naturais, pois resulta numa economia de uso de insumos agrícolas, caminhando para um aumento de produtividade. “Das nove bilhões de pessoas estimadas em 2050, cerca de sete bilhões vão ficar nas cidades. Portanto, a produção de alimentos se faz necessária”, completa.


Conforme Adriana, as pesquisas têm um papel fundamental, pois o que se faz hoje para produção de sementes é aplicar conceitos básicos de biologia molecular. "É nesse sentido que a produção cientifica vem agregando essas informações e tornando isso em resultados práticos", explica. Na década de 70, um agricultor produzia alimentos para 73 pessoas. Já em 2005 passou a alimentar cerca de 155. De 1976 a 2010, a área cultivada de grãos aumentou apenas 26%, enquanto a produção subiu 213%, uma produtividade 2,5 vezes maior. Entre as hortaliças, de 1980 a 2005, a produtividade passou de 10,9 toneladas por hectare para 22,5 t/ha.

Para Representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Helder Muteia, o país tem dado passos fundamentais para a erradicação da fome e tem sido exemplo para o resto do mundo, por combinar estratégias de crescimento econômico e aumento da produção agrícola com políticas públicas.


O número de pessoas subnutridas no Brasil reduziu de 23 milhões (1990/92) para 13 milhões (2010/12). Somente nos últimos três anos, houve uma redução de 15 milhões (2007/09) para 13 milhões (2010/12), representando uma queda de 13%. Isto é resultado de uma combinação de crescimento econômico, desenvolvimento agrícola e programas sociais.

E o CIB segue acompanhando as novas tecnologias que auxiliem neste ponto. O Conselho espera que em breve sejam aprovadas para utilização plantas que tenham características de adaptação aos fatores ambientais, com tolerância à seca e adequadas ao meio em que elas crescem. "Além destes, ainda há plantas de características nutricionais alteradas, que estão sendo acompanhadas em termos de pesquisa e desenvolvimento", conclui.


Com seus 8,5 milhões de km², o Brasil abriga uma grande área para cultivar alimentos, sendo o um dos principais candidatos a celeiro para atender a demanda mundial. Mas valer-se dessa oportunidade vai depender de sua capacidade em resolver desde problemas internos, como o de infraestrutura, a utilizar corretamente as tecnologias disponíveis e que as estão por vir, pautados pelo desenvolvimento sustentável.

Hoje, 16 de outubro, comemoram-se juntos o Dia Mundial da Alimentação e Dia Mundial da Ciência e Tecnologia. Com tantos interesses em comum, não tem como a aliança entre eles dar errado. Uma data que simboliza o casamento perfeito para a solução da fome no mundo.

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