Tecnologia no manejo de boro proporciona ganhos no canavial

FERTILIZANTES

Tecnologia no manejo de boro proporciona ganhos no canavial

Valores de ATR (açúcar total recuperável) e TCH (toneladas de cana por hectare) superiores
Por: -Leonardo Gottems
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Pesquisas apontam que a suplementação do boro tem se mostrado essencial para um bom resultado na hora de colheita da cana-de-açúcar. Nesse sentido, foi desenvolvida uma nova tecnologia com o objetivo de aumentar a absorção e mobilidade do mineral nesta importante cultura brasileira, visando proporcionar ganhos expressivos no canavial. 

A Agrotechnica, sedianda em Indaiatuba-SP, relata pesquisas conduzidas nos últimos meses em áreas comerciais de usinas de álcool e açúcar e fornecedores de cana, principalmente no estado de São Paulo. Os estudos apontaram que o seu fertilizante mineral Octabor se mostrou acima de outras fontes de boro na aplicação junto com maturadores.

Na pré-maturação, o uso do Octabor também proporcionou valores de ATR (açúcar total recuperável) e TCH (toneladas de cana por hectare) superiores aos padrões utilizados. Nesses casos, a recomendação de aplicação do produto é de pelo menos 90 dias antes da colheita, ou 45-60 dias antes da aplicação do maturador.

“Em todos os casos obtivemos uma resposta superior, mesmo dosando uma quantidade menor de boro em comparação com o padrão do produtor, evidenciando a tecnologia diferenciada contida no produto”, afirma Renan Yoshida, responsável pelas áreas de pesquisa e desenvolvimento da Agrotechnica.
    
O Octabor é composto por 8,5% m/m de boro solúvel (110,5 g/l), fluido, para aplicações via foliar que proporciona mobilidade ao nutriente dentro da planta. Essa nova tecnologia originou o depósito recente de uma patente pela empresa. A fórmula complexa difere tecnologicamente das outras fontes de boro comumente utilizadas na complementação nutricional da cana-de-açúcar. 

“É o caso do ácido bórico e o octaborato de sódio, ambos sólidos, além de não conter aditivos alcalinizantes como monoetanolamina (MEA) e amônia, por exemplo, utilizadas para neutralizar o ácido bórico, formando sais como o boro-MEA, já amplamente utilizados no campo, mas de resposta limitada”, ressalta Yoshida.

Em um experimento na cidade de itaí (SP), o produto recentemente lançado no mercado aumentou significativamente o resultado final de açúcares totais recuperáveis (ATR). A testemunha com tratamento padrão utilizado pela usina chegou ao final com 121 kg/ton, e o tratamento com Octabor na etapa de pré-maturação da cana-de-açúcar (90 DAC), chegou ao final com 136 kg/ton. “Ou seja, com o produto da Agrotechnica, o ganho foi de 15 kg/ton em relação a área testemunha, um resultado muito expressivo”, aponta Yoshida.

Experimentos em Valparaíso-SP demonstraram ganho de 22,8 kg/ton de ATR em 45 dias com o uso do Octabor em aplicação junto com o maturador, enquanto a área padrão com Boro-MEA também com o maturador, atingiu 17,5 kg/ton no mesmo período.  Em Sud Mennucci-SP, os números foram maiores, o ganho final foi 39,6 kg/ton (Octabor + Maturador) enquanto a área padrão (Octaborato de sódio + Maturador) atingiu 33,0 um incremento de 20%. 

Já na cidade de Assis-SP, a pesquisa apontou incrementos ganho de 13,5 kg/ton com a tecnologia da Agrotechnica em aplicação junto com uma mistura de maturadores, enquanto a área testemunha proporcionou apenas 2,9 kg/ton. Em Araras-SP o resultado final não foi diferente, a área que utilizou o Octabor na pré-maturação (90 DAC) teve 91% de ganho de ATR, comparando com a área testemunha. Além disso, observou-se também o ganho de TCH, que superou em 8 ton/ha o tratamento padrão da Usina. 

Por fim, em Araraquara-SP, observou-se um incremento considerável de TAH (Toneladas de Açúcar por Hectare) na aplicação do Octabor na pré-maturação em relação a um padrão com maturador. Nesse caso, o ganho de sacarose foi de 3,6 TAH.

Para Yoshida, os ganhos expressivos observados nas áreas tratadas com OCTABOR® mostram que o investimento em novas tecnologias maximiza os recursos do produtor, proporcionando altas rentabilidades, que não seriam normalmente obtidas com o uso de produtos convencionais. “A partir daí, percebemos que a obtenção de altas produtividades também está relacionada ao uso de soluções inovadoras, que possam agregar valor de forma consistente para toda a cadeia produtiva”, conclui.


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