Tecpar vai ampliar laboratório para detecção de transgênicos
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Agronegócio

Tecpar vai ampliar laboratório para detecção de transgênicos

Através de recursos do Fundo Paraná será feita uma ampliação da sua estrutura para análise de organismos geneticamente modificados
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O governador Roberto Requião aprovou a licitação para a compra de equipamentos, com recursos do Fundo Paraná, destinados ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para ampliação da sua estrutura para análise de organismos geneticamente modificados (OGM). O instituto vai receber cerca de R$ 190 mil para a compra de equipamentos que serão utilizados em ensaios de grãos de soja, milho e algodão e de alimentos industrializados que contenham em sua composição soja ou milho (farinhas, farelos, sopas, leite de soja). Desde 2004, o Laboratório de Alimentos do órgão realiza análise de soja para verificar se o produto é transgênico ou não.

“Expandindo os serviços prestados estaremos preparados para atuar na aplicação da lei de rotulagem”, afirma o diretor técnico, Cesar Lenz. O Decreto 4.680, de 25/04/03, obriga a rotulagem tanto de alimentos quanto de ingredientes alimentares destinados ao consumo humano ou animal que tenham sido produzidos a partir de OGMs. Também estabelece como limite de presença acidental de OGMs o percentual de 1% para o produto. Acima disso, os consumidores devem ser informados sobre a natureza transgênica do produto e sobre a espécie doadora do gene.

O laboratório do Tecpar utiliza duas metodologias na identificação de transgênicos. A primeira delas é o teste qualitativo, que dá o resultado positivo ou negativo, mas sem especificar a quantidade de OGM presente; a outra é o teste quantitativo – o PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) em tempo real –, tecnologia de última geração que aponta exatamente as proporções existentes em cada amostra analisada. O instituto é o único laboratório ligado ao poder público do Paraná que realiza análise quantitativa dos grãos de soja e certifica soja não-transgênica de acordo com a legislação nacional e internacional de biossegurança, atendendo, principalmente, às demandas do mercado exportador. Na certificação de soja não-transgênica, todas as etapas de produção são acompanhadas por meio de análises, desde o plantio até a confirmação de produto não-transgênico.


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