Agronegócio

Temperamento é fundamental no bem-estar animal

ltimo dia do I Simpósio Internacional sobre Sistemas de Produção de Bovinos de Corte, realizado pelo Nespro
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O setor pecuário precisa estar preparado para responder à seguinte pergunta: os animais abatidos para consumo de carne não vão sofrer dor no abate? A ideia foi apresentada no terceiro e último dia do I Simpósio Internacional sobre Sistemas de Produção de Bovinos de Corte, realizado pelo Nespro, pela engenheira agrônoma e pesquisadora do Instituto Nacional de Investigación Agropecuária (Inia Tacuarembó), Marcia del Campo. Existe, segundo ela, uma consciência crescente, por parte dos consumidores urbanos, de que os animais possuem sentimentos, incluindo os destinados ao consumo humano, como bovinos, suínos e aves, o que exige mudanças na maneira com que a cadeia pecuária lida com o abate e manejo.


Segundo ela, existem muitos desafios nas criações extensivas, nas quais a pecuária bovina de corte está incluída. Na lista dos gargalos, estão incluídos o transporte, a castração e os cuidados no manejo pré-abate, entre outros. Levantamento feito no Uruguai na década passada indicou a perda de US$ 65 milhões na cadeia, dos quais 85% dizem respeito a manejo.


Um ponto sério de perda de produtividade no Uruguai é o da nutrição no inverno, o que tem . “Temos períodos de falta de alimentação e, com isso, problema para conseguir a segunda prenhez. Atendendo a vaca nutricionalmente no primeiro e segundo invernos, temos um resultado de produtividade melhor.”


No que tange à redução de dor na castração, a anestesia seria o ideal, porém é pouco prática num manejo que envolve, às vezes, milhares de animais. A pinça de burdizzo gera a menor dor entre os métodos com uso viável em massa.

Outro aspecto que vem sendo trabalhado pela pesquisadora uruguaia é o temperamento. Marcia lembra que o australiano Geoffry Fordice foi o primeiro a falar sobre temperamento dos bovinos, em 1982. Ela explica que quanto maior o índice de temperamento, mais tranquilos são os animais. “A evolução do estudo do comportamento foi positiva. Animais mais tranquilos são 200 gramas mais pesados do que os nervosos. Recomendamos, então, eliminar os exemplares agressivos.” A raça Hereford, que predomina no Uruguai, é a menos agressiva entre os Taurus.
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