Tendências do mercado de milho no segundo semestre

Agronegócio

Tendências do mercado de milho no segundo semestre

A produção total de 2009 deve ficar próxima dos 49,5 milhões de toneladas, o que significa redução de 15,5% em relação aos 58,6 milhões de toneladas anterior
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Embora a colheita de milho no Brasil ainda possa se estender até setembro, é com o fim desta primeira quinzena de julho que se encerra, conforme projeções da CONAB, o período de concentração de colheita da segunda safra – que, pelo último levantamento daquele órgão, deve ser 13,4% menor que a do ano passado, recuando de 18,688 milhões de toneladas para pouco mais de 16,190 milhões de toneladas.

Como os números preliminares da safra principal indicam produção de 33,259 milhões de toneladas (16,8% a menos que o colhido na safra principal de 2008 – 39,964 milhões/t), a produção total de 2009 deve ficar próxima dos 49,5 milhões de toneladas, o que significa redução de 15,5% em relação aos 58,6 milhões de toneladas anteriores.

Ainda que o período de entressafra esteja longe, o simples fim do período de concentração de colheita da 2ª safra combinado com uma redução de produção superior a 9 milhões de toneladas deveria conduzir – naturalmente e quase de imediato – a uma alta de preços do produto. Mas isso não deve ocorrer porque, a despeito de um possível aumento de 25% na exportação (de 6,4 milhões/t para 8,0 milhões/t, nas previsões da CONAB), o alto estoque inicial do ano (11,8 milhões/t) e o consumo recessivo devem neutralizar a queda de produção. Assim, o previsto é um estoque final não muito distante dos 9 milhões de toneladas, o segundo maior de todos os tempos.

Não é só isso, porém, que deve refrear a evolução de preços do principal insumo da avicultura. Pois ao divulgar, na semana passada, novas projeções para a próxima safra (2009/10), o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) previu que a produção local apresentará incremento que, além de significativo, deve redundar num aumento do estoque final (dos EUA e mundial). Assim, enquanto a previsão anterior apontava estoque da ordem de 125 milhões de toneladas, a mais recente sugere estoque de 139 milhões de toneladas.
 
É verdade que esse volume é quase 5 milhões de toneladas menor que o estoque final da safra 2008/2009. Mas se encontra mais de 6% acima do estoque final da safra do ano passado. Parece pouco, porém vem sendo o suficiente para nova retração internacional dos preços do grão.
 

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