Tendências para a indústria frigorífica de carne bovina no Brasil
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Imagem: Pixbay
PECUÁRIA

Tendências para a indústria frigorífica de carne bovina no Brasil

O boletim CiCarne desta semana traz um resumo da análise deste documento no tema “Indústria frigorífica”
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Recentemente, o CiCarne publicou o relatório “O futuro da cadeia produtiva da carne bovina brasileira: uma visão para 2040”(1), que visa subsidiar a definição de agendas estratégicas para formulação de políticas públicas e privadas, bem como a agenda programática de pesquisa com base nos resultados do monitoramento do ambiente externo, a partir de sinais e tendências que impactarão nesta cadeia produtiva. O boletim CiCarne desta semana traz um resumo da análise deste documento no tema “Indústria frigorífica”.

Menor ociosidade de frigoríficos

A ociosidade de plantas frigoríficas no Brasil leva ao aumento do preço pago pelo consumidor final. A eliminação do abate clandestino diminuiria esta ociosidade, mas isto demandaria mais recursos públicos para serviços de inspeção. Cooperativas de produtores de bovinos poderiam amenizar este problema. Outra solução que é tendência seria a verticalização, isto é, frigoríficos com rebanho próprio. É provável que, até 2040, a produtividade dos frigoríficos esteja muito superior à atual e com níveis de ociosidade mínimos, graças a ambas as soluções.

Produtos com menos aditivos

Aditivos são usados em produtos cárneos para aumentar a vida de prateleira (shelflife) no varejista, realçar sabores e outros usos, mas percebe-se aumento na oferta de produtos com menos aditivos pela crença, cada vez maior, do consumidor de que aditivos possam causar danos à saúde. Há fortes indicativos de que até 2040 tecnologias de processamento reduzirão o uso de aditivos a níveis mínimos.

Tecnologia em embalagens

A inovação em embalagens contribui para a redução no uso de aditivos. A utilização de vácuo ou atmosfera modificada são tecnologias disponíveis. A automação do porcionamento e da embalagem no frigorífico facilita o uso destas tecnologias. Com o aumento das exportações a países em que o consumidor é mais exigente, será necessário investir em tecnologia de embalagens. É altamente provável que em 2040 o uso de embalagens dos produtos cárneos seja uma realidade.
 


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