Terceiro leilão de opções de café tem boa procura por lotes de arábica
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Agronegócio

Terceiro leilão de opções de café tem boa procura por lotes de arábica

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(27/06/2003 - Coffee Break) -A Conab realizou nesta quinta-feira, dia 26 de junho, o terceiro leilão de opções de café. Mais uma vez o resultado dos pregões para setembro e novembro mostrou uma boa procura para os cafés arábica. O ágio no prêmio para esse tipo de café continuou alto. O leilão para setembro ofertou 5 mil lotes e teve 3.446 lotes adquiridos. Do total de arábica ofertado, 3.480 lotes, 3.379 lotes foram adquiridos. Uma das novidades desse leilão — a inclusão dos cafés rio zona — não surtiu efeito. No pregão para setembro não houve compradores para as opções desse tipo de café. O leilão teve 1.200 lotes de conillon ofertados, porém, apenas 97 foram arrematados. O maior prêmio observado foi de R$ 7,50, para os lotes de Minas Gerais, ao passo que os lotes de São Paulo tiveram um prêmio da ordem de R$ 6,10. O pregão para novembro também ofertou 5 mil contratos, sendo que 3.525 foram arrematados. Do volume total de arábica disponibilizado — 3.800 lotes — 3.391 foram adquiridos. A procura pelo rio zona, no entanto, foi mínima, sendo que apenas oito contratos, dos 320 ofertados, foram adquiridos. Mais uma vez a procura pelo café conillon foi pífia. Dos 1.200 lotes colocados à venda, apenas 131 foram adquiridos. O maior prêmio desse leilão atingiu R$ 7,30, para os contratos de Minas Gerais. O prêmio para os lotes paulistas atingiu R$ 5,20.

Equador — As exportações de maio do Equador atingiram 31.779 sacas, divulgou a Associação dos Exportadores de Café do Equador. Esse volume é 20,46% menor que o verificado no mesmo mês do ano anterior — 39.955 sacas. Do total aferido, 3.013 sacas referiam-se a café verde (queda de 29,24%) e 28.766 sacas eram de café solúvel (recuo de 19,42%). Entre janeiro e maio, o Equador registrou o embarque de 195.947 sacas, 11,91% a mais que o observado nos cinco primeiros meses de 2002, quando 175.084 sacas foram remetidas ao exterior. Os embarques de maio do país geraram uma receita de 3,16 milhões de dólares, contra 3,60 milhões de dólares do mesmo mês do ano passado.

Peru — As exportações do Peru, no último mês de maio, tiveram uma queda de 13,53%, atingindo 124.866 sacas. No mesmo mês do ano passado, o país havia embarcado um volume de 144.409 sacas. De acordo com o Escritório Nacional de Café do Peru, entre outubro de 2002 e o final de maio, o país embarcou um total de 1.380.375 sacas, 7,84% maior que as 1.280.014 sacas exportadas no mesmo período da safra 2001/02.

Consumo — O setor produtor e industrial da Colômbia estão promovendo uma campanha para estimular o consumo interno de café. Além de lançar peças publicitárias voltadas para jovens na mídia local, os setores acertaram a redução em 10% dos preços do produto final. Um libra de café nos supermercados do país caiu de 3.450 pesos (cerca de 1,20 dólar) para 3.135 pesos, cerca de 1,09 dólar. "A Colômbia é o segundo maior produtor mundial, mas tem um baixo consumo, apenas dois quilos por habitante ao ano, enquanto a média mundial é de 4,5 quilos", ressaltou Gabriel Silva Luján, presidente da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia. Luján ressaltou que a Colômbia quer seguir os passos do Brasil e conseguir um aumento substancial da demanda do produto no mercado interno.

Ajuda — A Techno Serve, organização não governamental dos Estados Unidos, e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) estão lançando um projeto de 4,6 milhões de dólares para ajudar os produtores da América Central a desenvolver e comercializar o café de qualidade. Segundo o diretor do centro de coordenação do projeto da Techno Serve, Ernest Panhuys, os recursos serão destinados aos produtores que já estão trabalhando com o café de qualidade das principais regiões cafeeiras da Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras e Nicarágua. O fundo deverá começar a ser repassado aos produtores no mês de setembro. O BID contribuirá com o projeto investindo 3 milhões de dólares.

O objetivo do projeto elaborado pela ONG é fazer com que os produtores da América Central, que passam pela pior crise dos últimos anos, passem a ficar centrados na qualidade e não na quantidade. “Os produtores dessa região não podem competir com os baixos custos de produção de cafeicultores do Brasil ou do Vietnã, por exemplo”, ressaltou Panhuys. Ele salientou que a Techno Serve, em parceria com a consultora norte-americana Mckinsey e Company, está finalizando um estudo que visa encontrar soluções para a crise do setor cafeeiro. O estudo estará observando formas para ajudar os produtores das várias regiões produtoras e fazer com que eles consigam resistir a crise que levou os preços do grão ao mais baixo nível da história.

Índia — As exportações de café da Índia apresentaram queda de 6,19% no período de janeiro a março de 2003, de acordo com dados fornecidos pelo governo do país. Nesse primeiro trimestre, o país teria registrado o embarque de 200.359 toneladas métricas. No mesmo período do ano passado, o país havia registrado um embarque de 213.586 toneladas. A receita gerada nos embarques do trimestre somou 223,04 milhões de dólares, contra 246,4 milhões de dólares dos três primeiros meses do ano de 2002, queda de 9,48%. O governo hindu ressaltou que as baixas nos ingressos e nos embarques foram verificadas devido à crise internacional do produto e também pela valorização da rúpia (moeda hindu) em relação ao dólar, o que diminuiu a competitividade do café do país.

Sul de Minas — Com a colheita tendo inicio em meados de maio, a região de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, colheu cerca de 20% da produção, até agora, e pode registrar quebra de 50% na atual safra. Segundo o agrônomo da Emater no município, Mauro de Melo, a mão-de-obra utilizada na colheita, neste ano, é toda regional. “Como houve redução da safra, não se teve mais a necessidade de importar mão-de-obra de outras regiões, como ocorria em outros anos, como o norte de Minas Gerais e Bahia, uma vez que os trabalhadores regionais podem dar conta do atual volume”, explicou. A previsão de safra para este ano era por volta de 60% em relação ao volume produzido no ano passado. “Infelizmente essa previsão vai cair e devemos atingir cerca de 50% do volume do ano safra anterior. Isso devido ao fato de os grãos terem peneira menor, demonstrando a realidade da maioria dos produtores da região, os quais não têm condições para dar o trato adequado na produção. Alguns cafeicultores até adubaram normalmente sua safra, mas por outro lado, outros produtores não adubaram nenhuma vez. Com a adubação menor ou desequilibrada, temos como conseqüência grãos miúdos, alta porcentagem de grãos chochos e a ocorrência de cercóspora. Essa aglomeração de fatores negativos é o que me leva a crer que a produção desse ano caia mais 10%”, explicou Melo. Arrepiante. Essa é a definição do agrônomo da Emater para as conseqüências da atual crise do café nas zonas produtoras. Ele ressaltou que os cafeicultores encontram-se sem condições de dar uma seqüência nos manejos e tratos recomendados para uma boa condução da safra. “Hoje temos uma lavoura já sentindo as conseqüências de uma baixa tecnologia e, se continuar o atual preço, é possível que nos próximos anos a situação piore ainda mais”, salientou. Sobre possíveis providências que estão sendo tomadas pelos produtores, a agrônomo argumentou que está ocorrendo uma “erradicação virtual” dos pés de café. “Os produtores não arrancaram os cafeeiros das áreas plantadas, mas conforme crescem as dificuldades financeiras, torna-se cada vez mais difícil tratá-las, então, elas vão sofrendo essa erradicação lenta, pouco a pouco, enfim, virtual”, concluiu Melo.


Em destaque

* A Tristão United Kingdom apontou que os países importadores possuíam, no final de maio, um total de 21,804 milhões de sacas, 8,96% a mais que o registrado em maio do ano passado — 20,011 milhões de sacas — e 0,37% superior ao verificado no final de abril, 21,723 milhões de sacas.

* A Starbucks abrirá cafeterias no Peru, a partir do próximo ano. De acordo com a direção da rede, a empresa Lasino, cadeia que opera também com as cadeias KFC, Pizza Hut, Burger King, entre outras, terá a franquia da marca no Peru. A assessoria da Starbucks ressaltou que a empresa planeja utilizar café produzido e torrado no Peru em suas futuras lojas.

Fonte: Coffee Break (www.coffeebreak.com.br)


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