Terceiro mês consecutivo de quedas em Mato Grosso

Agronegócio

Terceiro mês consecutivo de quedas em Mato Grosso

No acumulado de 2011, foram abatidas 1,49 milhão de cabeças contra 1,53 mi
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No acumulado de 2011, foram abatidas 1,49 milhão de cabeças contra 1,53 mi


Pelo terceiro mês consecutivo neste ano, o abate de bovinos, em Mato Grosso, apresentou queda, fechando o quadrimestre com recuo de 2,6% em relação a igual período do ano passado. No acumulado de 2011, foram abatidas 1,49 milhão de cabeças, contra 1,53 milhão no ano anterior. O abate de machos respondeu por 48,6% desse total (724,14 mil cabeças). O recuo do abate de machos, que era em média de 62% entre janeiro e abril de 2010, revela maior restrição de oferta desses animais neste início de ano.


Os números, na avaliação dos especialistas, refletem a redução de 6% no estoque de machos que foram disponibilizados neste ano. Ainda neste sentido, a expectativa para os próximos meses é de uma evolução na oferta de machos, caso os números de confinamento no Estado e no país permaneçam no mesmo nível.

No mês de abril, de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o abate de bovinos no Estado foi de 353,4 mil cabeças, redução de 6,2% em relação ao mês de março, quando o número de animais era de 376,9 mil cabeças. Nesse período, o destaque ficou para o maior descarte de fêmeas pelos produtores, “grande parte em razão da menor disponibilidade de alimentação devido ao impacto causado pela morte de pastagens no Estado”.


O Imea analisa que, diante desse aumento da oferta de vacas para o abate, os frigoríficos passaram a aumentar o preenchimento das escalas com fêmeas, fazendo com que a participação - que era de 36,4% e 35,5% nos meses de março e abril de 2010 - passasse para 51,9% e 51,4% nos respectivos meses de 2011.

Desse modo, ao mesmo tempo em que se gerou essa maior oferta de fêmeas no mercado, observou-se uma ampliação no diferencial do preço pago entre a arroba da vaca e do boi gordo. “Apesar de se tratar de uma estratégia focada no curto prazo pelos pecuaristas, acuados pela menor disponibilidade de pasto e aumento dos custos de arrendamento, esse descarte no longo prazo pode vir a regular a oferta futura de bezerros suavizando os impactos conhecidos pelo ciclo da pecuária de corte”, apontam os analistas.

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