Território do Alto Camaquã será apresentado em congresso internacional
CME MILHO (DEZ/20) US$ 4,200 (0,72%)
| Dólar (compra) R$ 5,63 (0,59%)


Agronegócio

Território do Alto Camaquã será apresentado em congresso internacional

O pesquisador Marcos Borba, da Embrapa Pecuária Sul, viaja para a China nesta quarta-feira
Por: -Janice
627 acessos
O pesquisador Marcos Borba, da Embrapa Pecuária Sul, viaja para a China nesta quarta-feira (6). Ele fará uma apresentação sobre o território do Alto Camaquã no II Congresso das Montanhas Famosas, que será realizado de 11 a 15 de outubro em Jiujiang, na província de Jiangxi. Nessa região, está localizado o monte Lushan, tombado pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade.

O evento é promovido pela Associação Internacional de Montanhas Famosas (World Famous Mountains Association), entidade criada em 2009 com o objetivo de compartilhar experiências de desenvolvimento econômico, promoção do turismo e proteção ambiental entre os cinco continentes. A associação é apoiada pela Unesco e reúne montanhas turísticas como o próprio monte Lushan, o Kilimanjaro (Tanzânia), o monte Hood (Estados Unidos) e as colinas Chocolate (Filipinas), além de parques naturais de montanha da Alemanha (Bergstasse), Áustria (Eisenwurzen) e Romênia (Gaina e Covsna). Atualmente, o único representante da América Latina é brasileiro – o Geoparque Araripe, no Ceará.
 
 

Na oportunidade, será apresentada a candidatura do território do Alto Camaquã a membro da associação. A indicação foi feita pela professora da Universidade Federal do Ceará e consultora do Banco Mundial, Mônica Amorim, que atuou na inclusão do Araripe à entidade sediada na China. Borba irá representar a Embrapa Pecuária Sul, que por meio do Projeto Alto Camaquã, liderado por ele, desencadeou o processo de construção de uma rede de atores sociais, envolvendo não apenas pesquisadores, mas também extensionistas, produtores, poder público e universidades para a construção do conhecimento e da promoção do desenvolvimento territorial endógeno da região.

Segundo o pesquisador, a indicação do Alto Camaquã se deu em função do trabalho de coordenação dessa rede, além das belezas naturais e de todos os elementos históricos e culturais. “O congresso será uma oportunidade de reconhecimento do território e de intercâmbio de experiências regionais de diferentes países”, aposta.
Formado pelos municípios de Bagé, Caçapava do Sul, Lavras do Sul, Pinheiro Machado, Piratini e Santana da Boa Vista, no Rio Grande do Sul, o território do Alto Camaquã é marcado pela vegetação predominantemente arbórea com mosaicos de campo e mato, solos rasos com afloramento de pedras e relevo acidentado. A pecuária familiar local ficou à margem da modernização devido à histórica falta de aplicação dos conhecimentos científicos convencionais, ao pouco uso de insumos químicos e à baixa mecanização. Por outro lado, a paisagem, a fauna, a flora e a cultura foram conservadas, e o homem que ocupou a região desenvolveu formas de produção ambientalmente dependentes, integrando a criação de bovinos, ovinos e caprinos sobre campo nativo.

Para estimular o desenvolvimento territorial endógeno do Alto Camaquã, a conservação da vegetação natural da região e a valorização da identidade territorial, a Embrapa Pecuária Sul iniciou em 2006 o Projeto Alto Camaquã. As ações consideram as características históricas, sociais, ambientais, culturais e econômicas comuns da região. Entre as atividades, está a criação da rede de pesquisa participativa com base em 12 Unidades Experimentais de Pesquisa Participativa (UEPAs). Cada UEPA reúne um grupo de produtores organizados que elegeram um local para experimentação onde são discutidas e praticadas questões de melhoramento de manejo de campo nativo para uma produção mais eficiente.

A articulação entre os atores sociais nas edições do Fórum do Alto Camaquã levou à criação, este ano, da Associação para o Desenvolvimento Sustentável do Alto Camaquã (ADAC), atualmente sediada em Piratini. Em julho, foi promovida em Bagé a 1ª Expo Alto Camaquã, feira que reuniu potenciais produtos artesanais e gastronômicos diferenciados da região, sob a marca comum Alto Camaquã.

As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Pecuária Sul.

Anúncios que podem lhe interessar


Atenção: Para comentar nesta página é necessário realizar o seu cadastro gratuíto ou entrar.
  • Clicar no botão Entrar caso já possua cadastro no Agrolink
  • Se não tiver cadastro ainda em nosso site Cadastre-se gratuitamente e terá acesso a conteúdos exclusivos
  • Clique aqui todas as vantagens de fazer seu cadastro no Agrolink