Tomate e batata têm queda em março
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Imagem: Embrapa
PREÇOS

Tomate e batata têm queda em março

Queda de preços do fruto chega a 26% e do tubérculo a 52% pelo país
Por: -Eliza Maliszewski

Mesmo em um período de redução na oferta de hortaliças nos mercados, os preços do tomate e da batata caíram nas principais centrais atacadistas do país. A análise está no 3º Boletim Prohort, divulgado nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A pesquisa avalia os preços nas principais centrais de abastecimento do país de cinco hortaliças: além de tomate e batata são observadas cenoura, cebola e alface.

Em São Paulo (SP), a queda para a cotação do tomate praticada em fevereiro chegou a 26%. As condições climáticas também tendem a afetar a qualidade do tomate oferecido ao mercado em março. Se em fevereiro houve uma maior oferta do fruto devido à colheita da safra de verão, neste mês já pode ser observado uma menor demanda. A qualidade aliada a menor procura influência na manutenção das cotações em patamares mais baixos para o mercado atacadista.

Já o tubérculo teve uma redução ainda maior, chegando a próximo de 52% no Rio de Janeiro (RJ). Esse movimento registrado no mês passado também tende a se repetir em março. O menor preço da batata já era esperado, seguindo o comportamento registrado ainda em janeiro, quando foi verificada a interrupção das altas iniciadas em outubro do ano passado. No entanto, a média de preços praticadas em fevereiro deste ano ainda é superior a do mesmo período de 2020, porém inferior a de 2019. 

A intensificação da safra das águas do tubérculo ampliou a oferta do produto no mercado. Aliado a isso, a qualidade, entre outros fatores, pode também ter exercido influência na diminuição dos preços. O ritmo de colheita foi prejudicado pelas constantes chuvas nas áreas produtoras e o excesso de umidade provocou perda na qualidade com consequente desvalorização da batata.

Por outro lado, a cebola continua com valores de comercialização em alta. A concentração da oferta no sul, principalmente de Santa Catarina, e a importação do bulbo favorecem o encarecimento do produto. Os patamares elevados de preços favoreceram as importações, que tiveram aumento significativo de janeiro para fevereiro. Todas as Ceasas analisadas tiveram alta na cebola, sendo o maior avanço em Recife (PE), com quase 33%.

A alface também veio em movimento de alta de preços. As chuvas intensas, desde janeiro, vêm prejudicando o cultivo dessa folhosa. Apesar de a oferta ter aumentado em alguns mercados em fevereiro, ainda está abaixo daquela registrada no mesmo mês de 2020. Maior avanço em Belo Horizonte (MG), na casa dos 67%.

Por fim a cenoura teve queda na maioria dos mercados. Altas foram registradas, mas ficaram abaixo de 10%. Houve oscilação de oferta ao longo do mês, notadamente com produtos oriundos das regiões de Cristalina (GO) e São Gotardo (MG). Esse cenário fez com que os preços também sofressem oscilações. No início de março já se observou tendência de baixa de preços para a cenoura. Baixa de 26% em Vitória (ES). 
 


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