Torrefação de café vence em três categorias


Agronegócio

Torrefação de café vence em três categorias

O Café Serra da Grama conquistou prêmios em 2005, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011
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São Sebastião da Grama - A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) anunciou para janeiro de 2012 a entrega do diploma de "Maior Nota de Qualidade Global na Categoria Tradicional", café vendido nos supermercados, para o Café Serra da Grama, do Município de São Sebastião da Grama na divisa de São Paulo com Minas Gerais.


Desde a criação do Programa de Qualidade do Café (PQC) em 2004, a Abic homenageia empresas participantes de todo Brasil que se destacaram ao longo do ano. Para a Torrefação Serra da Grama, que está entre as cem maiores do Brasil, mas é uma empresa de porte médio, com atuação apenas no Estado de São Paulo, este prêmio reflete o respeito com o consumidor brasileiro. "Cuidar da qualidade do mais querido produto da agricultura brasileira é uma obrigação da indústria que não pode estragar a perfeição do fruto", diz Mariângela Taramelli Francisco, sócia-gerente da marca.


Café de qualidade

A Torrefação e Moagem de Café Serra da Grama conquistou também este ano o título de empresa campeã nas categorias Ouro e Diamante no 10º Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo. Ganhou "Ouro" pela compra por saca (R$ 4.500,00) e "Diamante", pelo maior investimento feito no concurso. Arrematou por R$ 45 mil o lote de 10 sacas do produtor José dos Santos Cecílio Filho, da Fazenda Bela Vista da Grama, do mesmo município. Prêmio que será entregue no próximo dia 14 no Palácio dos Bandeirantes em São Paulo.

O Café Serra da Grama conquistou prêmios em 2005, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011, e nos dois últimos anos conquistou o "Diamante", que significa maior investimento em qualidade.


Café com sobrenome

O Café Serra da Grama vence investindo na compra de cafés especiais da própria cidade. Para Mariângela Taramelli Francisco, sócia-gerente da marca, os produtores da cidade facilitam a sua vida: "Valorizar o produtor e promover o café do nosso município, São Sebastião da Grama, que sempre é finalista deste concurso, é uma obrigação e um prazer, afinal nosso café tem o sobrenome da nossa terra", diz ela.


Segundo Mariangela, a vitória do Café Serra da Grama, é uma vitória da indústria e dos produtores de São Sebastião da Grama, que se orgulham do café que é produzido em suas encostas há dezenas de décadas. Altitude, clima, solo, somados a um plantio de baixo impacto, manejo especial e uma colheita manual cuidadosa se têm refletido nas vitórias em todos os concursos, nos bons preços recebidos por seus produtores, e também em contratos importantes, como o fechado pelo café Serra da Grama com a rede francesa Hediard. "O segredo desse café é o cuidado e a paixão, mas também a benção de ser produzido em dos poucos lugares do mundo considerados entre os melhores terroirs para produção do café arábica fino: São Sebastião da Grama, São Paulo, uma faixa privilegiada do planeta entre o Trópico de Câncer e o de Capricórnio, a uma altitude, 1.300 metros, onde o terreiro parece flutuar entre as nuvens", diz ela.

França

O Café Serra da Grama é fornecedor da rede francesa Hediard, uma das mais exclusivas butiques de alimentos do mundo. A Hediard vende atualmente apenas café verde, de diversas origens, como América Central e África, o qual é torrado e moído na hora.

O consumidor de Paris terá à disposição café da torrefadora de São Sebastião da Grama em embalagem com a marca da Hediard, do Serra da Grama e com o Selo de Qualidade da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). Os franceses ainda não definiram preços, nem volume que pretendem importar, mas exigiram que seja reservado com exclusividade um talhão de cerca de cinco hectares da Fazenda São Gabriel, de propriedade da família Taramelli, onde são cultivados cerca 25 mil pés de café, que deram a primeira carga no ano passado. Dali devem sair, a partir de maio, cerca de 200 sacas do produto, da variedade bourbon-amarelo, com destino à França. O abastecimento da Hediard a partir de abril está garantido porque, segundo Mariângela, foram reservadas 17 sacas da safra passada.


As embalagens são desenvolvidas por uma agência de publicidade no Brasil. "A Hediard pede sofisticação", comenta Mariângela. A empresária revelou que na loja Hediard de Paris, hoje, uma xícara de café custa cerca de 6,5 euros, ou seja, perto de R$ 15,30. Um pacote com 250 gramas de café torrado na rede não sai por menos de 25 euros, ou R$ 58,75.

O relacionamento entre o Café Serra da Grama e a Hediard, porém, não é de hoje. No ano passado, para a comemoração dos 130 anos de seu principal endereço, o da Place de La Madeleine, a Hediard pesquisou produtos em diversas partes do mundo para que pudessem ser vendidos na loja com suas marcas originais, mas com etiquetas de exclusividade produzidas pela própria rede. O Serra da Grama foi o café escolhido entre os vários concorrentes.

A família Taramelli administra duas fazendas de café em São Sebastião da Grama, além da São Gabriel: a Santa Terezinha e a São Caetano. Juntas, as três fazendas têm plantado cerca de 1 milhão de pés de café.

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